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21.08.2019 - 16:31 Por Buanna Rosa

APRESENTAÇÕES CULTURAIS QUE TRATAM O TEMA DO FEMINICÍDIO PODERÃO SER APRESENTADAS NA ALERJ

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  • Por Suellen Lessa
    Durante audiência pública da CPI do Feminicídio
  • Por Suellen Lessa
    Durante audiência pública da CPI do Feminicídio
  • Por Suellen Lessa
    Durante audiência pública da CPI do Feminicídio
  • Por Suellen Lessa
    Silvia Monte, diretora da peça " Por elas", durante Audiência Pública da CPI do Feminicídio
  • Por Suellen Lessa
    A Coreografa Karen Ramos, da companhia de dança Nossa Dor Não Sai nos Jornais, durante audiência pública da CPI do Feminicídio

Há um ano em cartaz a peça Por Elas, que aborda a violência contra a mulher em cena e já levou mais de 4.500 espectadores ao teatro, poderá ser apresentada também na Alerj. A diretora do espetáculo, Silvia Monte, propôs essa parceria com o Poder Legislativo, nesta quarta-feira (21/08), durante reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), que investiga os Casos de Feminicídios no Estado do Rio. A presidente da comissão, deputada Martha Rocha (PDT), antecipou que vai apresentar essa sugestão no relatório final para aprovação dos parlamentares.

“Fazer essa peça dentro de uma Casa de Poder fortalece essa luta de enfrentamento à violência doméstica. Na peça temos sete mulheres que precisam falar sobre a violência que é a única coisa incomum entre elas. E naquele lugar de escuta, elas começam a perceber e projetar como a sociedade age. Uma questão que é de todos e só todos podem resolver”, justificou Silvia. A diretora lembrou que a peça, que já ficou em cartaz no Centro Cultural do Poder Judiciário (CCMJ), sempre priorizou a entrada de todo tipo de público. “Temos a preocupação de disponibilizar vagas gratuitas para quem não tem condição financeira de arcar com o ingresso. Queremos que esse espetáculo ganhe o Brasil”, frisou.

Além da diretora da peça Por Elas, a coreógrafa do grupo do balé A Dor Da Gente Não Sai No Jornal, Karen Ramos, também foi convidada para discutir a importância da cultura como ferramenta de transformação na luta contra o Feminicídio. Segundo Karen, a arte é transformadora é pode tirar muitas mulheres do ciclo doméstico da violência. “Já presenciamos muitas mulheres no final da peça afirmando que precisam largar os maridos ou parceiros e homens que se incomodaram e saíram no meio do espetáculo. Essas reações nos mostram que estamos no caminho certo. A arte tem o papel de falar o que muitos têm dificuldade de dizer”, afirmou Karen.

Para a presidente da comissão, deputada Martha Rocha, é fundamental discutir com todos os equipamentos que tratam da violência contra a mulher no estado, e nesse sentido a cultura é fundamental para ela. “A gente vai tentar junto à Casa e ao Departamento de Cultura trazer não só a peça como o espetáculo de dança, que trabalha com jovens entre 17 e 21 anos, da cidade de São Gonçalo, para se apresentar no Palácio Tiradentes. Essa é uma forma de enfrentar a violência e dar oportunidades aos jovens e artistas do Rio”, concluiu a parlamentar. As deputadas Mônica Francisco (PSol) e Zeidan Lula (PT), também compareceram a reunião e apoiaram a ideia de trazer as performances para o Parlamento Fluminense.

 

 

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