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11.07.2019 - 19:53 Por Luan Damasceno

SINFÔNICA DOS BOMBEIROS SE APRESENTA NA ESCADARIA DO PALÁCIO TIRADENTES EM COMEMORAÇÃO AOS 163 ANOS DA CORPORAÇÃO

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  • Por Octacílio Barbosa
    COMEMORAÇÃO DOS 163 ANOS DO CORPO DE BOMBEIROS
  • Por Octacílio Barbosa
    COMEMORAÇÃO DOS 163 ANOS DO CORPO DE BOMBEIROS
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    COMEMORAÇÃO DOS 163 ANOS DO CORPO DE BOMBEIROS
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    COMEMORAÇÃO DOS 163 ANOS DO CORPO DE BOMBEIROS
  • Por Octacílio Barbosa
    A deputada Tia Ju (PRB) e o Cel. Marcelo Hess de Azevedo

Quem passou em frente à escadaria do Palácio Tiradentes no final da tarde desta quinta-feira (11/07) pôde apreciar o som da banda sinfônica do Corpo de Bombeiros (CBMERJ). Em solenidade, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) homenageou os 163 anos da corporação. No repertório da banda formada na sua maioria por instrumentos de sopro e composta por 45 músicos, foram tocados 11 clássicos da música nacional e internacional: do baião de Luiz Gonzaga, passando pelo pop de Michael Jackson, ao jazz de Frank Sinatra. O músico João Gilberto também foi celebrado in memoriam durante a apresentação com um pout-pourri das canções “Garota de Ipanema”, “Samba de uma nota só” e “Chega de saudade”. Para fechar com chave de ouro, a orquestra finalizou com a famosa canção “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, uma das músicas mais tocadas no exterior.

O regente da orquestra, major Aurimar Bento Donato, destacou a importância da música para a população e para os integrantes do Corpo de Bombeiros, além de enaltecer o reconhecimento da Casa Legislativa aos feitos da corporação. “A música eleva o moral da tropa e também é relevante para despertar a sensibilidade do povo. Ser homenageado pela Alerj em função do que fazemos à população e retribuir isso com a música para as pessoas, que saem do trabalho e param para nos ouvir, é gratificante”, celebrou.

Exposição

Na última terça-feira, a Alerj passou a receber uma exposição temporária sobre o legado histórico da corporação, que completou 163 anos no dia 2 de julho, sendo a mais antiga do Brasil, fundada pelo Imperador Dom Pedro II. Essa é a primeira mostra sobre o Corpo de Bombeiros na Casa, que ficará aberta à visitação gratuita do público, das 10h às 17h, até o dia 18 de julho, de segunda a sábado, no Salão Nobre do Palácio Tiradentes.

Entre os materiais expostos ao público estão os primeiros equipamentos utilizados pelo Corpo de Bombeiros, como uma bomba manual usada pela corporação a partir de 1856. A exposição também conta com o primeiro hidrante da cidade do Rio, de 1879, além de uma caixa avisadora de incêndio e de uma estação telegráfica e telefônica, que era utilizada para recebimento das ocorrências. Os equipamentos modernos para salvamento em mar, serviços de socorro e manuseio de produtos perigosos também se encontram expostos na Alerj. O acervo disponível faz parte do Museu Histórico do Corpo de Bombeiros.

A iniciativa foi da deputada Tia Ju (PRB) em parceria com a subdiretoria-geral de Cultura da Casa. Na opinião da deputada, a Alerj é o lugar ideal para celebrar mais um ano da instituição centenária. “Não vejo espaço melhor para expor a história de uma corporação tão querida que se dedica ao povo, que a Casa do povo; a Assembleia Legislativa”, disse Tia Ju.

Nesse sentido, o subsecretário de Estado de Defesa Civil, coronel BM Marcelo Hess de Azevedo, comentou com satisfação a homenagem do parlamento fluminense. “O corpo de bombeiros é uma instituição que goza da maior credibilidade perante à população nas últimas pesquisas de opinião pública. Aqui é o lugar mais propício para que nós façamos o nosso concerto em comemoração aos nossos 163 anos de existência, uma vez que esta é a Casa do povo e a ele nos dedicamos”.

História da banda

Uma das mais atuantes organizações musicais militares do Brasil, a banda de música do Corpo de Bombeiros do Estado foi criada no dia 30 de outubro de 1896. Na ocasião, o tenente-coronel Eugênio Rodrigues Jardim, que comandava interinamente o Corpo de Bombeiros, solicitou em 27 de outubro daquele ano autorização ao então ministro da Justiça e Negócios Interiores, DR. Alberto Torres, para criar uma banda de música, atendendo a um antigo desejo de oficiais e praças da corporação.

Após o pedido ser deferido, o maestro Anacleto Augusto de Medeiros foi convidado para organizar e dirigir o novo conjunto musical. Anacleto era compositor, professor e regente, formado em clarineta pelo conservatório Nacional de Música em 14 de dezembro de 1886, hoje Escola de Música da UFRJ.

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