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06.11.2018 - 16:16 Por Leon Lucius

EX-FUNCIONÁRIOS DO BANERJ VISITAM OBRAS DA NOVA SEDE DA ALERJ

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  • Por Thiago Lontra
    Ex funcionários do Banerj visitam prédio Edifício Lúcio Costa
  • Por Thiago Lontra
    Ex funcionários do Banerj visitam prédio Edifício Lúcio Costa
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    Ex funcionários do Banerj visitam prédio Edifício Lúcio Costa
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    Dr. José Geraldo Machado, diretor da Alerj
  • Por Thiago Lontra
    Ex funcionários do Banerj visitam prédio Edifício Lúcio Costa

Prédio Lúcio Costa foi sede do Banco do Estado do Rio e passa por reformas para receber Parlamento fluminense


Ao abrir a porta do elevador, o que se vê no 16º andar do edifício Lúcio Costa, próximo ao Largo da Carioca, no Centro do Rio, é um hall de entrada cercado de cômodos vazios e empoeirados por conta da obra que ali acontece desde julho de 2017. No entanto, para quem viveu anos por aqueles corredores, a lembrança vêm imediatamente à tona. “Aqui era o andar do Departamento Pessoal e nesse espaço a gente fazia as festas de final de ano”, lembrou Laura Bosco, ex-funcionária do extinto Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj). Na manhã desta terça-feira (06/11), ela e outros ex-servidores foram convidados pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) a conhecer a obra de restauração no edifício, antiga sede do Banerj e futura instalação da Alerj.

Ao sair do elevador, o grupo de 13 convidados repara nos detalhes de um dos andares que serão destinados aos gabinetes parlamentares. Edson Chagas, contratado em 1978 como caixa do Banerj, tira uma foto em frente ao painel feito de jacarandá, madeira nobre que está sendo reaproveitada na reforma. Já Jorge Santana, que foi advogado do banco durante 20 anos, perguntou: “o que fizeram com os cofres que ficavam em cada um dos andares?”. Antes usados para manter protegidos documentos e objetos de valor, os grandes e pesados compartimentos de ferro agora terão outra função: armazenar os equipamentos tecnológicos necessários para o funcionamento de computadores e outras máquinas de cada pavimento, como explicou o subdiretor-geral de Engenharia da Alerj, Eduardo Paixão.

De acordo com ele, a reutilização de materiais foi um principais pontos para economia financeira e para o “retrofit”, procedimento de modernização de estrutura em que se mantém as características originais do prédio. A nova sede da Alerj ainda seguirá determinações de acessibilidade, como banheiros adaptados, e de sustentabilidade, como reúso de águas pluviais. “Foi um desafio extremamente interessante adequar um prédio de 1960 às exigências de 2018”, comentou Paixão.

Representando o presidente em exercício da Casa, deputado André Ceciliano (PT), o diretor-geral José Geraldo Machado ressaltou que o prédio, ícone do modernismo, está sendo reformado às custas do Fundo Especial da Casa, sem utilização de recursos do Tesouro fluminense. Ele ainda afirmou que a reforma irá possibilitar que todos os setores da Alerj (hoje divididos em três prédios) possam funcionar em um mesmo local.

A expectativa é que as obras se encerrem no dia 15 de janeiro, mas a transferência de equipamentos e móveis deverá ficar por conta da nova mesa diretora que tomará posse em fevereiro de 2019. “As reservas financeiras para isso já estão garantidas. Nada sairá dos nossos impostos”, destacou Machado.

Para ficar na memória

A visita ao antigo local de trabalho despertou as memórias dos ex-funcionários. Laura Bosco, por exemplo, também lembrou que os trabalhadores costumavam brincar que, após às 22 horas, o espírito de uma mulher rondava os corredores do banco quase deserto. Uma das últimas a sair, Laura garantiu que nunca sentiu medo. “Se eu acreditasse nessas histórias, não trabalharia naquele horário”, disse, entre risos.

A relação de afeto com a antiga instituição motivou que a memória do local possa ser preservada e, por isso, o novo prédio da Alerj irá conter uma galeria com fotos e objetos do antigo banco. “É interessante pensar que a sede do banco do povo do Estado do Rio irá se tornar a nova casa do povo do Rio de Janeiro”, disse Germínio Ribeiro, presidente da Associação de Funcionários do Antigo Banerj (Abanerj), que criticou a venda da instituição no início dos anos 2000. “Eu me sinto como um familiar que acaba de doar os órgãos de um ente querido que se foi”, refletiu.

O prédio, ícone do modernismo, foi construído na década de 1960, seguindo projeto do arquiteto Henrique Mindlin, para ser a sede do Banco do Estado da Guanabara (BEG) e, posteriormente, do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj).

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