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04.12.2018 - 14:55 Por Buanna Rosa

CPI DA VARIG: DELOITTE AFIRMA QUE NÃO ERA RESPONSÁVEL POR PLANO DE RECUPERAÇÃO DA COMPANHIA

  • Por Rafael Wallace
    CPI da Varig

Sócio da Deloitte, empresa de auditoria que atuou na recuperação judicial da Varig, Luis Vasco Elias afirmou que não foram contratados para traçar um plano de recuperação judicial para a Companhia. Segundo a empresa, sua função era monitorar os acordos entre os credores e devedores, sem intervir nas decisões, além de acompanhar se os termos estipulados no plano estavam sendo cumpridos. A explicação foi dada durante audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que investiga os desdobramentos da recuperação judicial e da falência da Varig, nesta terça-feira (04/12).

Contratada em 2005, a Deloitte administrou a recuperação judicial da Varig até 2009 - um ano antes de ter sido decretada a falência da empresa. Para o presidente da CPI, deputado Paulo Ramos (PDT), a ausência da Deloitte nos processos decisivos durante a recuperação judicial contribuiu para o fim da companhia aérea. “A comissão está cada vez mais convencida de que o objetivo não era recuperar, e sim atender outros interesses que não os da companhia. A Deloitte esteve envolvida nesse plano, foi um ator necessário para causar esse prejuízo”, afirmou Paulo Ramos.

Aumento da dívida

O presidente da comissão também questionou os sócios quanto ao valor da dívida da Varig antes da falência. Segundo Paulo Ramos, o déficit aumentou durante a recuperação judicial. Em resposta, Elias alegou que a empresa tinha muitos custos fixos e quase nenhum recurso em caixa. “A esperança era de que algum investidor assumisse a companhia, mas isso não aconteceu e não entrava dinheiro na empresa”, frisou.

Porém, Paulo Ramos lembrou que durante a administração da Delloitte, a principal unidade produtiva da Varig foi vendida por R$ 24 milhões. “Pouco tempo depois a mesma unidade foi revendida para a Gol pelo valor de R$ 320 milhões. Isso prova que não havia interesse da Deloitte em tentar recuperar a empresa. Eles assistiram a venda da maior fonte de recursos da companhia por um valor irrisório e não se manifestaram”, concluiu o deputado. Paulo Ramos informou que as declarações feitas na reunião serão incluídas no relatório final da CPI, que deve ser apresentado até o dia 18 de dezembro no plenário.

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