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01.01.2019 - 11:45 Por Comunicação Social

WILSON WITZEL TOMA POSSE COMO GOVERNADOR DO RIO NA ALERJ

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  • Por Thiago Lontra
    Governador eleito, Wilson Witzel, discursa durante a posse
  • Por Thiago Lontra
    POSSE DO GOVERNADOR ELEITO WILSON WITZEL
  • Por Octacílio Barbosa
    Foto geral (2)
  • Por Thiago Lontra
    Presidente interino da Alerj, André Ceciliano (PT) recebe autoridades na sala da presidência antes da posse
  • Por Thiago Lontra
    POSSE DO GOVERNADOR ELEITO WILSON WITZEL

O governador Wilson Witzel tomou posse de seu primeiro mandato na manhã desta terça-feira (01/01), na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Ao chegar acompanhado do vice-governador, Cláudio Castro, da esposa, Helena Witzel e de familiares, foi recepcionado pelo presidente em exercício da Alerj, deputado André Ceciliano (PT).

Ceciliano conduziu a solenidade e destacou o trabalho do Parlamento Fluminense na última legislatura.“Estes últimos anos foram difíceis, mas não fugimos das nossas responsabilidades. Mesmo com uma grave crise política e financeira, votamos medidas duras, realizamos diálogos com a população e analisamos mais de mil projetos de lei em plenário. Também fizemos nosso dever de casa: economizamos R$ 352 milhões do nosso orçamento em 2017 e, agora, em 2018, reduzimos os gastos em R$ 378 milhões, quase um terço do nosso orçamento. Deixamos de receber R$ 258 milhões em duodécimos, repasses constitucionais a que temos direito, e ainda devolvemos R$ 120 milhões aos cofres públicos para ajudar o Estado a cumprir com o pagamento do 13º salário dos servidores”, declarou.

Em seu discurso de posse, Wilson Witzel garantiu que não vai decepcionar o povo fluminense. “A página que hoje começamos a escrever na história do nosso Estado expressa a vontade soberana da maioria da população, que a mim confiou o destino do Rio pelos próximos quatro anos. É chegada a hora de libertar o Estado da irresponsabilidade e da corrupção, que marcaram as últimas duas décadas da política estadual. Não temos o direito de errar”, afirmou o governador.

Ele ainda prometeu trabalhar incansavelmente para unir o Rio de Janeiro. "Nossa tarefa será racionalizar os custos e obter mais recursos para os municípios, sempre buscando o bem-estar de todos os cidadãos, independentemente de ideologias partidárias", frisou.

Witzel disse também que o novo governo buscará apoiar o Governo Federal no processo de mudanças de ordem tributária, previdenciária e econômica, para garantir o futuro das próximas gerações e inverter a pirâmide de arrecadação, com a descentralização dos serviços e atribuições.

O governador enfatizou que trabalhará para combater a corrupção e o narcotráfico, com reorganização da polícia e a criação de um conselho de segurança. "Usarei todos os meios e conhecimentos para derrotar o crime organizado, reconstruindo, reaparelhando, aperfeiçoando o processo penal e as estruturas judiciais, treinando nossas forças policiais, e colocando à disposição dos profissionais da segurança todos os instrumentos para conter essa ameaça à nossa democracia", concluiu.

Também compuseram a mesa o Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta; o prefeito da cidade do Rio, Marcelo Crivella; o presidente do Tribunal Regional Federal (TRF-RJ), André Fontes; e o subprocurador geral de justiça do Ministério Público (MP-RJ), Marfan Vieira. Deputados da atual da legislatura e futuros parlamentares também estiveram presentes na cerimônia.

Coletiva de imprensa

Após a solenidade, o governador participou de uma coletiva de imprensa. Ele informou que vai realizar uma reunião com o secretariado nesta quarta-feira (02/01) para consolidar o trabalho da transição e lançar um programa com as medidas previstas para os 100 primeiros dias de governo. Já no dia 12, haverá mais uma reunião, mais aprofundada. “Serão então divulgados itens mais fundamentais”, afirmou.

Segundo Witzel, será fundamental para o Executivo equilibrar as contas do estado. “O mais importante para nós é a questão orçamentária. Estamos recebendo um caixa deficitário em R$ 8 bilhões”, lembrou Witzel. Ele afirmou que vai combater a sonegação e melhorar o desempenho da arrecadação. O governador também descreveu alguns de seus planos imediatos para a segurança pública. “Vamos fazer uma reorganização da Polícia Civil para atender prioritariamente o combate à corrupção, à lavagem de dinheiro e aos crimes de homicídio, atingindo certamente o crime organizado”, disse.

Witzel disse ainda que não vai interferir nas eleições para presidente da Alerj e do Tribunal de Justiça (TJ-RJ). “Vamos trabalhar de forma republicana, independente de quem for eleito. Nosso relacionamento com a Alerj será o melhor possível”, garantiu.

Autoridades presentes

O presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Rodrigo Maia (DEM –RJ), foi uma das autoridades que compareceram à cerimônia de posse do governador Wilson Witzel. O parlamentar falou sobre a sua expectativa para o novo governo. “Espero que o governador Witzel tenha todas as condições de reorganizar e de recolocar o Rio de Janeiro no lugar que todos nós queremos e esperamos. Um Estado seguro, que tenha capacidade de atrair empresas e que com isso que o Rio volte a gerar empregos”, afirmou Maia.

O prefeito da capital, Marcelo Crivella, também marcou presença no evento. “Temos enormes expectativas de virar a crise. A relação com o governo é excelente”, afirmou. Crivella destacou a necessidade de renegociação da dívida pública. “Tanto eu quanto o Witzel temos que ir a Brasília conversar com o presidente Bolsonaro e renegociar dívidas. As Olimpíadas foram um momento em que o estado e o município gastaram muito dinheiro e também foram vítimas de episódios de corrupção. São milhões de reais que agora sufocam as contas públicas”, disse o prefeito.

O senador Eduardo Lopes, anunciado como secretário de Pecuária, Pesca e Abastecimento do novo governo, ressaltou a necessidade de mudanças. “Vamos primar por uma gestão eficiente e trabalhar com força total para que o Rio tenha dias melhores. Vamos analisar os projetos que já existem e estão parados por falta de recursos, devido aos problemas que o Rio viveu”, declarou o ex-senador.

Outro secretário anunciado, Pedro Fernandes, que será titular da Secretaria de Estado de Educação, garantiu que a pasta estará mais próxima da população. "O perfil dessa secretaria vai ser sair da sede e ser mais presente nas escolas. Queremos ouvir mais os alunos e os funcionários da educação para que a gente possa avançar. A primeira ação nossa será abrir as portas da sede do prédio da secretaria", disse Fernandes.

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego e Renda, Lucas Tristão, afirmou pouco antes de entrar na posse do governador Witzel, que a expectativa do novo governo é entregar cidadania à população fluminense.“ Entregar trabalho, renda e segurança, zerar a fila do Sisreg, abrir novos leitos e leitos de retaguarda, resolver um problema grave de saneamento público no estado todo, como uma forma de política pública de melhorar a saúde também e dar condições dignas para todo aquele cidadão que quer viver neste estado maravilhoso. Resgatar o Rio de Janeiro como uma vitrine para o mundo que é do Brasil”, afirmou o futuro secretário.

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