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19.04.2017 - 15:54 Por Elisa Calmon

COMBATE AO CÂNCER: FRENTE PARLAMENTAR QUER GARANTIR DIAGNÓSTICO PRECOCE E TRATAMENTO HUMANIZADO

  • Por Thiago Lontra
    FRENTE PARLAMENTAR DE ENFRENTAMENTO AO CÂNCER

Em 2016, 69 mil pessoas foram diagnosticadas com câncer no Estado do Rio de Janeiro, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Entretanto, os pacientes que recorreram ao Sistema Único de Saúde (SUS) em busca desse diagnóstico encontraram desafios significativos. Em unidades públicas, o tempo de espera para exames como tomografia e ressonância é de até três meses, de acordo com um levantamento do Cremerj realizado no ano passado. Para contornar esse quadro, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) lançou, nesta quarta-feira (19/4), a Frente Parlamentar para o Enfrentamento do Câncer em parceria com instituições de referência no combate à doença.

Segundo a deputada Ana Paula Rechuan (PMDB), responsável pelo lançamento da frente parlamentar, garantir o diagnóstico precoce é um dos principais objetivos da iniciativa. A parlamentar lembra que a Lei Federal 12.732/12 estabelece o início do tratamento em, no máximo, 60 dias após o diagnóstico. Contudo, ela destaca que a medida não vem sendo respeitada.

“Apesar da lei, atualmente, o paciente perde um ano até começar a ser tratado. O câncer é uma doença curável, mas para isso, precisamos agilizar o sistema. O que vai determinar a recuperação do paciente é justamente a rapidez no diagnóstico”, explicou a deputada.

O deputado Wanderson Nogueira (PSol), falou ainda sobre a importância de fiscalizar não só o processo de diagnóstico, mas também as outras etapas do tratamento. “A frente criará grupos de trabalho para promover visitas às unidades oncológicas em diferentes regiões do estado. Os parlamentares querem garantir que os centros têm condições de oferecer aos pacientes um atendimento eficiente e, ao mesmo tempo, humanizado", afirmou.

Parceria entre o Estado e o Terceiro Setor

O representante da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o médico Charbel Khouri, considera que o SUS tem a estrutura necessária para cuidar dos pacientes, mas reconhece que o sistema precisa de melhorias. “O nosso principal desafio é integrar a nossa rede de atendimento. Ela é hierarquizada, bem estruturada e tecnologicamente preparada, porém não dialoga entre si. Por isso, precisamos fazer com que ela comece a trabalhar em conjunto”, afirmou.

O Terceiro Setor tem sido um importante aliado do Estado no combate ao câncer. Apesar da alta incidência, o orçamento do Inca, hospital público que é a principal referência para o tratamento do câncer no estado, foi reduzido em R$ 40 milhões entre os anos de 2015 e 2016. Cortes como esse indicam a importância de iniciativas da sociedade e de instituições na luta contra o câncer.

A Fundação do Câncer, instituição sem fins lucrativas criada há 25 anos, é um exemplo da atuação positiva do Terceiro Setor no atual quadro. A instituição é responsável pelo Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), o terceiro maior do mundo, contando com mais de quatro milhões de doadores em seu banco de dados. No início de junho, a instituição irá inaugurar, no Méier, um hospital com 80 leitos para atender pacientes da rede pública e privada.

Os deputados Gilberto Palmares (PT), Eliomar Coelho (PSol), Tio Carlos (SDD), Nivaldo Mulim (PR), Fatinha (SDD), Márcio Pacheco (PSC), Tia Ju (PRB), Jânio Mendes (PDT), Martha Rocha (PDT), Márcia Jeovani (DEM), Daniele Guerreiro (PMDB), Dr Gotardo (PSL), Bebeto (PDT), Carlos Macedo (PRB) também estiveram presentes à reunião.agências reguladoras e das concessionárias.

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