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16.03.2017 - 15:12 Por Elisa Calmon

DEPUTADOS PARTICIPAM DO LANÇAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL CONTRA ROUBO DE CARGAS

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  • Por Rafael Wallace
    O deputado Rafael Picciani (PMDB), durante o lançamento do Movimento Nacional Contra Roubo de Cargas, na Firjan
  • Por Rafael Wallace
    A deputada Martha Rocha (PDT), durante o lançamento do Movimento Nacional Contra Roubo de Cargas, na Firjan
  • Por Rafael Wallace
    O deputado Carlos Osório (PSDB), durante o lançamento do Movimento Nacional Contra Roubo de Cargas, na Firjan

A cada 23 minutos ocorre um roubo de carga no Brasil. Após o aumento de 86% no número de casos nos últimos seis anos, as estradas do país estão entre as 10 mais perigosas do mundo para transporte de mercadoria, segundo dados apresentados pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Para discutir formas de contornar esse quadro, os deputados estaduais Martha Rocha (PDT), Rafael Picciani (PMDB) e Osório (PSDB) participaram do lançamento do Movimento Nacional Contra Roubo de Cargas nesta quinta-feira (16/3), na sede da Firjan. A campanha é promovida pelo Conselho Empresarial de Defesa e Segurança do órgão.

Aumento de segurança nas fronteiras e nas águas territoriais; proibição da comercialização e uso de Bloqueadores de Sinal de Radiocomunicações (BSR), e a garantia de acesso às imagens de monitoramento das rodovias pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Essas foram algumas das ações propostas para prevenir os roubos, principalmente no Rio de Janeiro, o segundo estado com mais incidências do crime no Brasil. As estradas fluminenses contabilizam 43,7% dos casos nacionais, com números menores apenas dos de São Paulo.

Sérgio Duarte, vice-presidente da Firjan e empresário, explica que o problema já chegou às prateleiras dos mercados do Rio. Segundo ele, os alimentos, produtos mais afetados, já estão 20% mais caros por causa do aumento nos fretes e gastos com segurança. "Essa situação compromete o futuro do Brasil e do Rio de Janeiro, porque a decisão de investimento do empresário leva em consideração a segurança dos seus funcionários e produtos. Dessa forma, as empresas perdem competitividade", explicou.

Atuação da Alerj

Para o deputado Rafael Picciani (PMDB), é essencial que a sociedade fluminense tenha consciência desses impactos para que não contribua, mesmo que involuntariamente, com ações criminosas. “Se existe o crescimento no índice de roubo de cargas, é porque existe público consumidor. Sendo assim, o comprador, sem saber, diminui os postos de trabalho e o retorno social que as empresas poderiam trazer ao estado”, disse o deputado.

Entre as contribuições da Alerj no combate a esses crimes, Rafael destacou a Lei 7.148/15 de autoria dos deputados Paulo Ramos (PSol) e Jorge Picciani (PMDB). A medida pune com o descadastramento, junto ao ICMS, empresas que tem qualquer tipo de envolvimento com produtos roubados. Isso, na prática, inviabiliza a atuação da companhia no estado.

Outras duas leis sobre o tema já estão em vigor. A Lei 7.044/15 cria um sistema estadual de integração de bancos de dados para combater o roubo de cargas, e a Lei 7.283/16 que determina o monitoramento por vídeo dos locais de parada de descanso dos caminhões. Além destas, um projeto aprovado na semana passada pretende proibir a contratação pelo estado de qualquer empresa envolvida com transporte ou receptação de mercadorias roubadas.

A deputada Martha Rocha (PDT), presidente da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), destacou que as quadrilhas, concentradas principalmente na área da Fazenda Botafogo, na região da Pavuna, usam o dinheiro da venda das mercadorias para comprar armas. Para combater o que chamou de “academia do crime”, a parlamentar defendeu uma ação conjunta entre a Firjan, as forças policiais, a União e a Alerj.

"Não queremos só exercer a função do Legislativo de criar leis. Precisamos também atuar como fiscalizadores, ouvindo as forças de Segurança e monitorando as ações do estado para enfrentar esse crime que atinge diretamente o cidadão do Rio de Janeiro", afirmou a deputada.

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