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26.08.2009 - 20:02 Por Eduardo Naddar

PALMARES QUER AUDIÊNCIA PARA DISCUTIR REAJUSTE DE TARIFA DAS BARCAS

O deputado Gilberto Palmares (PT), que presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Rio que investigou os acidentes e problemas do transporte aquaviário no estado, a CPI das Barcas, propôs à Comissão de Transportes da Alerj a realização de uma audiência pública para discutir os reajustes nas tarifas do percurso Rio-Niterói. Nesta quarta-feira (26/08), Palmares realizou um protesto contra o aumento na Praça XV, Centro do Rio. O deputado afirmou que o reajuste de 13% que passará a vigorar a partir de 1º de setembro não tem “justificativa plausível, uma vez que as embarcações estão em estado crítico de conservação”. “É a esse absurdo que somos submetidos. Os usuários das barcas não possuem conforto e a situação tanto das embarcações como dos terminais é lamentável, o que causa perigo para toda a população”, declarou. O parlamentar comentou ainda que pretende discutir na audiência, que ainda não tem uma data definida, a diminuição dos preços das passagens das linhas que ligam a Ilha Grande a Mangaratiba e Angra dos Reis e Paquetá e Ilha do Governador ao Centro. “Essas tarifas têm um valor muito alto e os passageiros desses trajetos têm que pagar preços caros, se levarmos em conta o valor da passagem no trecho Rio-Niterói. Antes da privatização, todas as linhas tinham o mesmo preço”, explicou Palmares. O deputado disse que a concessionária Barcas SA justificou o cálculo do aumento da próxima terça-feira atrelando-o a variáveis como reajustes salariais, aumento dos combustíveis, depreciação das embarcações e reformas feitas pela concessionária. Este cálculo foi aprovado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transporte (Agetransp). Palmares comentou que, no relatório final da CPI, publicado no Diário Oficial do Poder Legislativo do dia 1º de julho, a sugestão para aumento de tarifa restringia o valor ao índice de 7,8%. O petista, no entanto, discorda dos motivos apresentados pela Barcas para o aumento. “O salário teve apenas um ajuste de 5,3% e o combustível teve uma queda no preço de 1,9%. Nenhuma das outras variáveis citadas teve aumento superior a 8%. Nada justifica um reajuste de 13%, superior às inflações dos últimos períodos. As reformas que eles dizem ter realizado nunca foram feitas”, apontou o deputado, citando um relatório da Defesa Civil do estado, feito a pedido da CPI da Alerj, onde foram encontrados equipamentos sem manutenção, como flutuantes sem três dos quatro pinos de sustentação, e estrutura das embarcações corroída. Além do pedido de uma audiência, o deputado enviou ao governador Sérgio Cabral um ofício com pedido para que o reajuste das tarifas seja revisto. Participou também do protesto Pedro Henrique Batista, representante do Sindicato dos Bancários.

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