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11.08.2020 - 13:55 Por Comunicação Social

ALERJ DESTINA R$ 20 MILHÕES PARA RECONSTRUÇÃO DO MUSEU NACIONAL

  • Por Banco de Imagem

Segundo o diretor do Museu, Alexander Kellner, a previsão é de que as obras de restauração sejam iniciadas ainda esse ano.

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) está autorizada a repassar R$ 20 milhões do Fundo Especial do Parlamento Fluminense à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para revitalização e reforma do Museu Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio. É o que determina a Lei 8.971/20, sancionada pelo governador Wilson Witzel e publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (10/08). Em setembro de 2018, um incêndio destruiu o Museu Nacional, que guardava o maior acervo de história natural e de antropologia da América Latina. A instituição é uma unidade da UFRJ, a primeira e maior universidade do país que este mês completa 100 anos.

O repasse será efetivado com a apresentação à Alerj de um plano de trabalho executivo, detalhando as ações realizadas e objetivos, além dos itens de despesa e o cronograma de desembolso. A Universidade também deverá se comprometer a divulgar todas essas informações em seu site eletrônico oficial, garantindo a transparência e favorecendo a fiscalização.

Segundo o diretor do Museu, Alexander Kellner, o projeto inicial já foi enviado para Casa e aprovado. "Felizmente, tudo está tramitando como o esperado. Só precisamos acertar o detalhamento de como vamos utilizar os recursos e como será feita a arqueologia do Museu durante as obras. Muita gente não se dá conta, mas ele é um site arqueológico. Toda vez que se faz uma escavação no espaço é necessário que tenham arqueólogos no local. Quando fecharmos esses pontos, vamos encaminhar o projeto ao Parlamento e começar o processo
licitatório”, explicou Kellner.

Reitora da UFRJ, Denise Carvalho destacou a importância dessa doação. “A UFRJ agradece muito à Alerj, aos parlamentares, na figura do seu presidente, o deputado André Ceciliano, pela concessão de R$ 20 milhões do Fundo Especial do parlamento fluminense para a reforma das instalações do nosso Museu Nacional. É muito importante que possamos voltar a mostrar a história do Brasil através do nosso museu”, comentou.

Recursos

A norma altera o orçamento do Fundo Especial da Assembleia Legislativa, aprovado pela Lei 8.731/2020, para atender o repasse, que é possível graças à economia de recursos da Casa em anos anteriores. A ação deverá integrar o Plano Plurianual (PPA). Originalmente, o texto é de autoria dos deputados André Ceciliano (PT), presidente da Alerj, Waldeck Carneiro (PT), Flávio Serafini (Psol) e Renan Ferreirinha (PSB).

Ceciliano explicou que o Museu Nacional é a mais antiga instituição científica do Brasil e era um dos maiores museus das Américas. Ele lembrou que o incêndio destruiu quase todo o acervo da instituição. “O museu vem sofrendo com a falta de recursos e ainda não recebeu parte das verbas prometidas por alguns órgãos. O custo estimado para a reconstrução do palácio é de R$ 300 milhões, sendo que os valores que a instituição recebeu desde a tragédia somam cerca de R$ 160 milhões, que foram distribuídos em obras emergenciais do edifício, a construção de um novo campus acadêmico e administrativo, o resgate do acervo atingido pelo fogo e reformas de outros prédios”, explicou o
presidente.

Para Kellner, com a chegada desse aporte será possível começar as obras de restauração da fachada e dos telhados ainda esse ano. "É justamente com essa verba da Alerj que a gente chega perto da metade da nossa necessidade. Temos certeza de que esse exemplo do Parlamento Fluminense será seguido por outras instituições", afirmou o diretor. Kellner também antecipou que o Museu deverá ser reaberto parcialmente em 2022, quando se comemora os 200 anos de independência do Brasil. "É inconcebível não termos aberto, pelo menos, parte do local onde tudo aconteceu. Vamos trabalhar para isso e a nossa projeção de abertura definitiva e total está para 2025", concluiu

Também assinam o texto como coautores os deputados Franciane Motta (MDB), Carlos Minc (PSB), Dani Monteiro (PSol), Bebeto (Pode), Gustavo Tutuca (MDB), Samuel Malafaia (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Mônica Francisco (PSol), Brazão (PL), Subtenente Bernardo (PROS), Danniel Librelon (REP), Lucinha (PSDB), Renata Souza (PSol), Martha Rocha (PDT),Rosenverg Reis (MDB), Marcus Vinícius (PTB), Márcio Canella (MDB), Rodrigo Bacellar (SDD), Capitão Paulo Teixeira (REP), Dionísio Lins (PP), Val Ceasa (patriota), Enfermeira Rejane (PCdoB), Delegado Carlos Augusto (PSD), Jorge Felippe Neto (PSD), Coronel Salema (PSD), Léo Vieira (PSC), Marcelo Dino (PSL), Pedro Ricardo (PSL), Giovani Ratinho (PROS), André Corrêa (DEM) e Vandro Família (SDD).

 

 

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