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08.08.2017 - 17:00 Por Julieta Casara

VIOLÊNCIA NO ARCO METROPOLITANO É DISCUTIDA NA ALERJ

  • Por Rafael Wallace

A violência no arco metropolitano — rodovia que liga as cidades de Duque de Caxias e Itaguaí, na Baixada Fluminense — foi debatida em audiência pública das comissões de Segurança e da CPI dos Areais da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nesta terça-feira (08/08). Na reunião, que teve a participação de representantes das polícias e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), a falta de infraestrutura e de uma gestão adequada da rodovia foram apontadas como principais problemas que contribuem para a violência.

“Não conseguimos identificar ainda quem é o órgão responsável pela coordenação do Arco. Uma obra que levou 40 anos pra ficar pronta e que é completamente desvalorizada. Existe um entendimento coletivo que o Arco Metropolitano é perigoso. O Governo do Estado precisa entender que uma forma de otimizar a via é fortalecer a segurança pública”, defendeu a presidente da Comissão de Segurança, deputada Martha Rocha (PDT).

O subsecretário de estado de comando e controle, Rodrigo Alves — representante da secretaria de Estado de Segurança -, acredita que a segurança deveria ser trabalhada em conjunto. “A falta de postos de gasolina, lojas de conveniência, restaurantes, entre outros serviços, é um dos fatores que contribuem para a deficiência no serviço de segurança.” Outro fator apresentado como um empecilho é a falta de bases para os agentes da polícia, que não possuem nenhuma infraestrutura.

Também estiveram presentes na audiência o presidente da CPI dos Areais, deputados Zito (PP) e os deputados Luiz Martins (PDT), Geraldo Moreira (PTN), Dr. Julianelli (Rede), Zaqueu Teixeira (PDT), Dica (PTN).

Mudança de gestão

Atualmente sob responsabilidade estadual, o Arco poderá passar a ser administrado pela União, por meio do Dnit. Segundo o Fernando Correia, superintendente do órgão, existe um projeto em andamento para que o departamento assuma o Arco Metropolitano e passe a ser o responsável pela manutenção e monitoramento da via. No entando, ainda não há prazo para a mudança.

Segundo Correia, também está prevista a conclusão das obras ligando Itaboraí a Duque de Caxias, o que reduzirá o tráfego na ponte Rio-Niterói, por exemplo. “Já estamos tratando com a Polícia Rodoviária Federal a questão da segurança, como a construção de dois postos para a policia neste trecho.”, explicou.

O Arco

Inaugurada em 2014 pelo Governo do Estado, a rodovia teve o custo R$ 2 bilhões e foi projetada para desafogar o tráfego na região metropolitana, com projeção de receber 30 mil veículos por dia. Porém atualmente transitam apenas 15 mil veículos por dia.

O trecho restante do Arco, que ligaria Itaboraí a Duque de Caxias, seria de responsabilidade do Governo Federal, mas a obra não chegou a ser iniciada.

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