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DEPUTADOS FALAM SOBRE O AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO NA TV ALERJ

DEPUTADOS FALAM SOBRE O AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO NA TV ALERJ O aumento do salário mínimo de R$ 300 para R$ 350 será o tema da conversa entre os deputados Luiz Paulo (PSDB) e Edmilson Valentim (PCdoB), no programa Debate RJ, na TV Alerj, que vai ao ar nesta segunda-feira (30/01), às 23h30, e será reprisado na terça-feira (31/01), às 20h. Para os parlamentares esse novo salário representa um aumento no poder de compra, mas ainda não atende às necessidades do trabalhador. "Esse reajuste é de 17%, cerca de três vezes superior à inflação. É de fato um ganho efetivo do trabalhador", afirmou Luiz Paulo. Já para Edmilsom Valentim, o importante é que há uma diferença significativa. "É o maior aumento em vinte anos. Vê-se que há um esforço para melhorar a situação do assalariado", lembrou. Luiz Paulo, porém, criticou a antecipação do reajuste para primeiro de abril. Disse que isso pode prejudicar a situação econômica das prefeituras, especialmente as menores. "A antecipação vai causar problemas para os municípios em relação à Lei de Responsabilidade Fiscal", afirmou. Segundo o deputado, os prefeitos terão problemas na folha de pagamento porque estavam preparados para que o aumento acontecesse em maio. "Além disso, essa ação não pode ser usada como plataforma política eleitoral. Não sou contra o aumento, só critico a forma com que ele foi feito. O aumento foi feito de supetão. Isso deveria estar na proposta orçamentária, pois facilitaria a vida das prefeituras", completou. Por outro lado, Edmilsom Valentuim contesta que antecipar o reajuste foi uma atitude eleitoreira. "Os movimentos sindicais pediam um mínimo de R$400 para primeiro de março. O governo fez o que estava em seu alcance, um aumento para R$ 350 em primeiro de abril. O Congresso tem que ter a sensibilidade de resolver os problemas quando eles aparecem. Houve uma pressão objetiva pelo reajuste", afirmou. Ele defende ainda que as prefeituras não terão muitos problemas com o novo salário mínimo. "Acho que as prefeituras terão condições de contornar esse desafio. Não colocaria isso como um grande problema", opinou.

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