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DEPUTADO DISCUTE AUMENTO NA COBRANÇA DA CEDAE APÓS TROCA DE HIDRÔMETRO

DEPUTADO DISCUTE AUMENTO NA COBRANÇA DA CEDAE APÓS TROCA DE HIDRÔMETROS A Comissão de Assuntos Municipais da Alerj promoveu nesta terça-feira (01/08) audiência pública para discutir o aumento nas contas de água, provocado pela troca dos hidrômetros da Cedae, que vem ocorrendo desde o início de 2005. De acordo com o presidente da comissão, deputado Paulo Ramos (PDT), a audiência é a melhor forma de tentar solucionar os problemas entre o consumidor e a prestadora de serviços, que vêm aumentando a cada dia. "Embora seja a campeã das reclamações, a Cedae não é a única concessionária a receber críticas, mas durante o recesso, percorri alguns lugares e compreendi a razão dos conflitos", disse o parlamentar. O administrador de empresas Ciro Chemale disse não compreender como a conta do prédio onde mora teve variações após a troca do hidrômetro. "O consumo de água veio abaixo do de costume, mas as contas vieram mais altas, e em seguida, o consumo veio aumentando também", reclamou. O vice-presidente da Cedae, Sérgio Cabral de Sá, explicou que as pessoas estavam acostumadas com as contas mais baixas porque os hidrômetros antigos já não marcavam mais corretamente. "Os hidrômetros novos passaram por testes de qualidade e são muito bons. Eles são sensíveis e registram tudo", afirmou. Desde abril do ano passado, a concessionária trocou cerca de 200 mil hidrômetros e a previsão é de que ainda sejam substituídos outros 100 mil. Segundo o coordenador do Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria Pública, Marco Antônio da Costa, só no 1º semestre de 2006 foram realizados 296 atendimentos diretos de reclamações contra a concessionária e 300 conciliações. Destas, 90% já poderiam ter sido solucionadas já que os consumidores procuraram postos da Cedae mas não foram bem informados. Marco Antônio da Costa disse ainda não se convencer das informações dadas pela Cedae alegando que elas são divergentes. "Eles dizem que o hidrômetro dura cinco anos, mas no site da concessionária a vida útil do equipamento é de dez anos ou mais, dependendo da manutenção. Como podemos confiar, por exemplo, que o medidor dava prejuízo à Cedae e não ao consumidor? São muitas questões", disse. Moradora há 28 anos na mesma residência, Maria Elisa Nestorov disse ter consciência de seu consumo e não acha normal uma conta saltar de R$ 66,00 para quase R$ 200,00, como ocorreu com a dela. O representante da Associação Amigos de Copacabana, Horácio Magalhães, lembrou ainda outro fator que vem causando desagrado aos consumidores, que é "o descaso da concessionária que nem sequer envia um aviso prévio sobre a troca dos hidrômetros". O deputado Paulo Ramos lembrou a importância de melhorar o atendimento da concessionária e de se manter serviços como este sob o domínio de empresas públicas. "Avaliando as queixas e as argumentações, observamos que é preciso repensar os critérios tarifários e aprimorar o atendimento aos consumidores", acrescentou. O parlamentar pediu que a Cedae avalie os casos: "O número de atendimentos na Defensoria Pública será o termômetro do empenho da concessionária na solução dos casos", afirmou.

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