A Assembléia Constituinte de 1946


           Em 15 de janeiro de 1942, quando o Palácio Tiradentes abriu suas portas para a realização da III Conferência de Consulta dos Chanceleres das Repúblicas Americanas, teve início também a crise do regime do Estado Novo. Ao anunciar, no encerramento da conferência, o rompimento de relações com os países do Eixo, o governo brasileiro estreitava laços com os Estados Unidos e passava a apoiar o esforço bélico contra os regimes nazi-fascistas. A vitória dos Aliados no fim da Segunda Guerra Mundial tornou evidente a impossibilidade de manter no Brasil um regime autoritário, quando no resto do mundo a democracia liberal se tornara vitoriosa.

           No final de 1944 uma frente oposicionista lançou a candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes à sucessão de Vargas. Este se viu forçado a marcar eleições para o dia 2 de dezembro de 1945. No entanto, temerosas do continuísmo do presidente, em 29 de outubro de 1945 as Forças Armadas forçaram Vargas a renunciar. Foi seu ex-ministro da Guerra, general Eurico Gaspar Dutra, quem venceu as eleições presidenciais, enquanto o próprio Vargas foi eleito deputado por sete estados e senador por dois.



           O Palácio Tiradentes abrigou então a Assembléia Nacional Constituinte, instalada em fevereiro de 1946 e presidida pelo senador mineiro Fernando de Melo Viana. A nova Constituição brasileira foi promulgada em 18 de setembro de 1946.


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