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Raimundo Padilha
Raimundo Delmiriano Padilha (1899-1988) nasceu em Fortaleza. Formado
em economia, filiou-se ao movimento integralista. Tomou parte na revolta de 1938,
sendo condenado a três meses de prisão. Indicado para chefiar o movimento no Brasil
durante o exílio de Plínio Salgado, foi acusado em 1942 de manter contatos com
espiões alemães. Embora não tenha sido condenado, foi pressionado a demitir-se
do cargo de inspetor e técnico em operações de câmbio do Banco do Brasil.
Com o fim do estado Novo, ajudou a formar e registrou o Partido de Representação
Popular (PRP), integrado por remanescentes da Ação Integralista Brasileira (AIB).
Em 1950, elegeu-se primeiro suplente para a Câmara Federal pelo Rio de Janeiro,
tomando posse dois anos depois com o falecimento do deputado José Monteiro Soares
Filho. Elegeu-se em 1954 deputado federal na legenda da União Democrática Nacional
(UDN), renovando o mandato em 1958 e 1962.
Defensor do movimento militar de 1964, tornou-se líder da maioria na Câmara
durante o governo de Castelo Branco. Após a edição do Ato Institucional nº 2,
filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena). Foi novamente eleito deputado
federal pelo Rio de Janeiro e integrou a comissão que elaborou a Constituição
outorgada em 1967. Eleito governador do estado pela Assembléia Legislativa do
Rio de Janeiro, em 1970, ocupou o cargo até 15 de março de 1975, quando ocorreu
a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, a que Padilha sempre se
opôs. Faleceu no Rio de Janeiro.
Fontes: ABREU, Alzira de & BELOCH, Israel (coords.).
Dicionário histórico-biográfico brasileiro:1930-1983. Rio de Janeiro. Ed.
Forense Universitária: FGV/CPDOC: FINEP, 1984, v. 3.
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