Leonel Brizola

Leonel de Moura Brizola (1922-....) nasceu em Carazinho (RS). Diplomado em técnica rural em 1939 pelo Instituto Agrícola de Viamão, de Porto Alegre, iniciou sua vida política em 1945 ao ingressar no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Dois anos depois, foi eleito deputado para a Assembléia Constituinte do Rio Grande do Sul e, em 1954, deputado federal. Deixou a Câmara dos Deputados no ano seguinte, quando venceu as eleições para a Prefeitura de Porto Alegre.

Eleito para o governo do Rio Grande do Sul em 1958, teve atuação destacada dentro dos movimentos populares que procuraram garantir a posse de João Goulart na presidência da Republica, em 1961. Formou nessa época a chamada "Rede da Legalidade", que mobilizou as emissoras de rádio do sul do país. Ainda em 1961, foi um dos organizadores da Frente Nacional de Libertação, que tinha o objetivo de reunir as correntes políticas antiimperialistas. Em 1962, tornou-se deputado federal pela Guanabara, com a maior votação até então obtida por um candidato em toda a história do Congresso brasileiro (269.000 votos). Como líder da esquerda nacionalista radical, a partir de 1964 participou ativamente de diversas manifestações, discursando inclusive no famoso comício do dia 13 de março na Central do Brasil. Após o movimento militar de 1964, teve seus direitos políticos cassados e exilou-se no Uruguai, de onde passou a promover articulações contra o regime instaurado. Foi expulso pelo governo uruguaio em 1977 e mudou-se para os estados Unidos.

Em 1979, começou a idealizar a organização de um novo partido trabalhista. Decretada a anistia, voltou para o Brasil em setembro, já planejando o registro do PTB. Como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tivesse concedido o registro da legenda à deputada Ivete Vargas, fundou em maio de 1980 o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Assumiu o governo do estado do Rio em março de 1983 e, em 1989, concorreu à presidência da República, ficando em terceiro lugar. Reelegeu-se em 1990 governador do estado, tendo como vice Nilo Batista. Nas eleições presidenciais de 1994 voltou a concorrer, mas ainda desta vez não conseguiu se eleger. Em 1998, concorreu à vice-presidência da República na chapa oposicionista encabeçada pelo líder do Partido dos Trabalhadores (PT), Luís Inácio Lula da Silva.

Fontes: ABREU, Alzira de & BELOCH, Israel (coords.). Dicionário histórico-biográfico brasileiro:1930-1983. Rio de Janeiro. Ed. Forense Universitária: FGV/CPDOC: FINEP, 1984, v.1. Dicionário histórico-biográfico brasileiro - 2a. edição (em preparação).


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