AUDIÊNCIA DISCUTE INCENTIVO À ECONOMIA CRIATIVA
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Por Thiago LontraDesfile durante o CUMPRA-SE
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Por Rayza HannaDeputado Carlos Minc (Sem partido)
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Por Rayza HannaCoordenador do Favela Models, Mario Cesar
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Por Rayza HannaBazar de produtos sustentáveis
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Por Rayza HannaBazar de produtos sustentáveis
Mara Adell não tinha com quem deixar seus filhos e, há 28 anos, decidiu virar artesã, trabalhando em casa para complementar sua renda. História similar a de Katia Nascimento, que não economiza palavras ao afirmar que a economia criativa "salvou sua vida". As duas participaram nesta sexta-feira (04/11) de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que discutiu formas de incentivar esse setor que emprega 107 mil pessoas em todo o estado, segundo números da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
Segundo Mara, ainda falta regulamentação e incentivos por parte do Poder Público para seus colegas, principalmente neste momento de crise. “Precisamos de espaço para comercialização, só temos as feiras para vender nosso produto, mas o retorno muitas vezes não vale a pena. Temos que pagar para participar das feiras, então o artesão que não vende já sai com uma despesa a mais e não sabe se no dia seguinte terá dinheiro para pagar um novo lugar para expor”, desabafa.
O debate foi promovido pela Comissão Especial para Acompanhar o Cumprimento das Leis da Alerj, conhecida como Cumpra-se, presidida pelo deputado Carlos Minc (sem partido). No encontro, que teve a participação de mais de 20 trabalhadores da economia solidária e criativa, foram colhidas sugestões para um projeto de lei que cria polos de incentivo da economia sustentável.
“O Rio de Janeiro tem muitas possibilidades, a Firjan apresentou um quadro nacional e o Rio está a frente em vários campos, como no audiovisual, iniciativas culturais, startups. No momento de crise que estamos passando, o Rio tem que abraçar a economia criativa e sustentável, não só pelo potencial apresenta, mas como uma saída pra milhares de jovens que estão desempregados”, defendeu Minc.
Desburocratização
Gerente da Indústria Criativa da Firjan, Gabriel Pinto confirma a afirmação do deputado. “O Rio é claramente um estado que tem vocação muito grande para economia criativa. É preciso criar um ambiente de negócio que seja sustentável e que não tenha uma burocracia que atrapalhe. Um outro olhar do ambiente de negócio e formação técnica e qualificada são os dois principais vetores pra conseguirmos melhorar a economia criativa”, explicou Gabriel.
A Secretaria de Estado de Cultura criou em 2010 a Rio Criativo, um programa que dá suporte de forma gratuita ao produtor cultural, oferendado escritórios privativos com a orientação de um grupo de consultores. Assessor da Secretaria, Marcos Carvalho comentou falou sobre o lançamento de um novo projeto, chamado de Cidades Criativas. “É um programa de distritos criativos, que vai mapear a cadeia da economia criativa em três cidades, Vassouras, Valença e Duque de Caxias, depois vamos estender. A partir de um mapeamento dos municípios, vamos fazer um aplicativo onde o turista vai poder visitar sem guia turístico”, disse Marcos.
Também estiveram presentes o representante da Yunus Negócios Sociais Brasil, Rogério Oliveira, o representante do Coletivo Goma, Vinícius Machado e o representante do Coletivo Mídia Ninja, Felipe Carioca.
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