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22.08.2017 - 19:51 Por Isabela Cabral

TITULAR DA DELEGACIA DE DESCOBERTA DE PARADEIROS RECEBE HOMENAGEM

  • Por Rafael Wallace
    Elen Souto,TITULAR DA DELEGACIA DE DESCOBERTA DE PARADEIROS RECEBE HOMENAGEM

A delegada Elen Souto, titular da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) da Polícia Civil, recebeu uma moção de aplausos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta terça-feira (22/08). Elen foi responsável pelo caso da farmacêutica Nathalie Salles, que estava grávida e foi morta pelo ex-namorado, Thiago Medeiros, em junho. Nathalie desapareceu no dia 22 e seu corpo foi encontrado no dia 23, em Vassouras. Thiago foi preso no dia 25.

A policial ressalta que está sempre em uma corrida contra o tempo. “Trabalhar com desparecido é trabalhar com a hipótese de que ele pode estar vivo ou morto. A gente procura a pessoa viva na rede de saúde, nas redes de assistência social. Mas tem que ser um trabalho integrado, a comunicação tem que ser em tempo real”, afirma. Inaugurada em 2014 na Cidade da Polícia, no Jacarezinho, Zona Norte do Rio, a DDPA tem 87% dos seus casos solucionados.

Autora da moção, a deputada Ana Paula Rechuan (PMDB) aponta a sensibilidade do trabalho realizado na delegacia. “Na busca de pessoas desaparecidas, na articulação com as entidades, os hospitais, a delegada dá não só a solução técnica, mas a humanização a esse atendimento. O que é muito importante em um momento tão frágil para uma família”, elogia.

Trabalho conjunto

Parte importante da atuação da delegacia é a parceria com as secretarias de Saúde do Estado e do Município, que têm uma demanda de pessoas não identificadas que dão entrada nas unidades. Cruzando as informações, muitas famílias reencontram seus entes queridos. Segundo Elen, nos últimos três anos, já foram 1.500 desses casos. “Para a pessoa que tem um parente desaparecido, é uma dor sem fim. Ela vive com a dúvida, alterna entre esperança e luto. Então comunicar ao familiar onde ele está, para mim, não tem preço”, diz.

A delegada também esclarece sobre uma falsa informação que costuma circular sobre o registro de desaparecimentos. “Essa história de que é preciso esperar 24 horas para reportar um desaparecimento é mentira. Nunca precisou. É direito do familiar fazer o registro.”

Segundo ela, os problemas de saúde mental são responsáveis pela maioria dos desaparecimentos. “Idosos com Alzheimer, pessoas com esquizofrenia e gente que abusa das drogas. É um minuto. O idoso vai no mercadinho e pronto, sumiu”, explica a delegada. Para prevenir essas situações, ela orienta: “Se você tem casa alguém que pode em algum momento não saber responder por si, essa pessoa precisa estar identificada 24 horas por dia. Documento não é suficiente. O ideal é usar uma pulseira com nome e RG.”

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