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23.10.2017 - 16:42 Por Buanna Rosa

DEPUTADO SOLICITA CONTRATAÇÃO DE ASSISTENTES SOCIAIS EM HOSPITAIS QUE TRATAM TUBERCULOSE

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  • Por Rafael Wallace
    Frente Parlamentar de Controle da Aids, Tuberculose e Diabetes durante vistoria ao Hospital Estadual Santa Maria
  • Por Rafael Wallace
    O presidente da Frente Parlamentar de Controle da Aids, Tuberculose e Diabetes, deputado Gilberto Palmares (PT) e a diretora assistencial do Hospital Estadual Santa Maria, Hedi Oliveira, durante vistoria à unidade
  • Por Rafael Wallace
    O presidente da Frente Parlamentar de Controle da Aids, Tuberculose e Diabetes, deputado Gilberto Palmares (PT) e a diretora assistencial do Hospital Estadual Santa Maria, Hedi Oliveira, durante vistoria à unidade
  • Por Rafael Wallace
    O presidente da Frente Parlamentar de Controle da Aids, Tuberculose e Diabetes, deputado Gilberto Palmares (PT) e a diretora assistencial do Hospital Estadual Santa Maria, Hedi Oliveira, durante vistoria à unidade
  • Por Rafael Wallace
    Frente Parlamentar de Controle da Aids, Tuberculose e Diabetes durante vistoria ao Hospital Estadual Santa Maria

O presidente da Frente Parlamentar de Controle da Aids, Tuberculose e Diabetes da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Gilberto Palmares (PT), vai solicitar ao Conselho Regional de Serviço Social (CRESS-RJ) a presença de profissionais da especialidade em hospitais que tratam pacientes com tuberculose. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (23/10), após vistoria no Hospital Estadual Santa Maria, referência no tratamento da doença., localizado na Taquara, Zona Oeste do Rio.

"Percebemos que a recuperação do paciente vai muito além dos cuidados médicos. Muitos não tem para onde ir depois que recebem alta. Queremos que o CRESS verifique se há assistentes sociais nas unidades e providencie profissionais onde não tem", solicitou o presidente da Frente.

A diretora assistencial da unidade, Hedi Oliveira, explicou que a doença afeta, principalmente, quem possui um sistema imunológico baixo. "Muitos pacientes que chegam à unidade são moradores de rua ou residentes de comunidades carentes. Nesses casos, muitos não tem para onde ir quando recebem alta. O que cria um problema estrutural que não conseguimos resolver. Se tivéssemos um braço da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos na unidade seria ideal", pontuou a diretora.

Falta de orçamento

A falta de verba também é um problema que preocupa a direção do hospital. Segundo Hedi, o tratamento para tuberculose é um dos mais caros da rede de saúde. “O gasto com medicamento é comparado ao custo de um paciente da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Temos que personalizar o tratamento caso a caso, e isso encarece. Muitos pacientes chegam com resistência aos medicamentos e temos que encontrar combinações que funcionem para aquele indivíduo”, afirmou a diretora.

No caso dos pacientes com resistências à medicação é necessário, no mínimo, 18 meses de tratamento para que ele consiga se recuperar. "Esse paciente precisa ficar internado durante todo esse período, em muitos casos em um quarto isolado”, alertou Hedi. Ela também afirmou que o número de pacientes com esse quadro vem aumentando.

O deputado Gilberto Palmares garantiu que vai apresentar emendas à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018 para a instituição. “O tratamento para tuberculose deveria receber uma prioridade que não existe. Morre mais gente com a doença do que de dengue e chikungunya no estado do Rio”, disse Palmares.

Melhoras emergenciais

Apesar das demandas, foi elaborado, há cinco meses, quando a Fundação de Saúde assumiu a gestão do hospital, um plano emergencial para normalizar serviços que estavam atrasados. “Renovamos contratos de engenharia clínica, lavanderia, nutrição e segurança. Esses eram os pontos emergenciais. Agora vamos priorizar melhorias estruturais. Temos que rever a rede de esgoto, hidráulica e elétrica, apesar delas não estarem comprometendo a assistência que estamos prestando hoje”, concluiu o diretor administrativo da Fundação Saúde, José Manoel Vieira.

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