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21.06.2018 - 14:51 Por Leon Lucius

CPI DOS BOMBEIROS: ACUSADO DE CHEFIAR ESQUEMA DE PROPINA SE DIZ INJUSTIÇADO

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  • Por Octacílio Barbosa
    Foto geral da reunião
  • Por Octacílio Barbosa
    A deputada Martha Rocha (PDT)
  • Por Octacilio Barbosa
    O bombeiro José Augusto Bandeira

O coronel José Augusto da Cunha Bandeira negou a acusação de que seria um dos chefes do esquema de cobrança indevida para a concessão de alvarás, descoberto por uma operação que levou à prisão de 30 bombeiros no final de 2017. Nesta quinta-feira (21/06), ele se disse injustiçado durante depoimento dado à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que investiga o caso.

Na reunião, o coronel Cunha refutou todas as acusações e afirmou que nunca teve relação com o Sistema de Segurança contra Incêndio e Pânico ou com o Setor de Engenharia, apontados na denúncia como partes do esquema no Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ). “Nunca mexi com isso, assim como nunca fui assessor especial do comandante-geral, como diz a denúncia”, afirmou. Segundo o coronel, ele foi assistente do comando-geral e, anteriormente, trabalhou no Palácio Guanabara entre 1999 e 2013. “Essas acusações são uma injustiça”, declarou.

A CPI ainda ouviria hoje o coronel Ricardo Luiz Ferreira de Aguiar, também apontado pelas investigações como um dos chefes. Ferreira, por estar afastado, não respondeu o pedido de comparecimento feito através do CBMERJ. “Já pedi aos Bombeiros o endereço dele para que seja notificado a comparecer”, declarou a deputada Martha Rocha (PDT), presidente da CPI.

Ela ainda divulgou que a comissão irá visitar os setores envolvidos nas denúncias de propina, além de promover uma audiência pública sobre a alteração na legislação estadual sobre Incêndio e Pânico. “Percebemos que é necessária uma atualização, dando mais transparência ao tema. Já há, inclusive, um movimento nacional sobre isso”, justificou.

“Turma do Cunha”

Conforme explicou a presidente da CPI, a chamada “turma do Cunha” é citada como a responsável no Corpo de Bombeiros pela designação de comandantes de batalhões em que o esquema acontecia. Além de negar as acusações, o coronel Cunha explicou que a “turma” é uma referência a sua classe de formação no Corpo de Bombeiros em 1993. Policial da ativa durante décadas, o deputado Paulo Ramos (PDT) explicou que a “nomeação” de uma turma militar se dá pelo nome do aluno com a melhor colocação. Questionado por Ramos, o coronel afirmou que não foi o primeiro lugar de sua classe.

As investigações apontam a participação de comandantes de batalhões da capital e da Baixada Fluminense no esquema. Questionado pelo deputado Tio Carlos (SD) sobre um almoço em uma sexta-feira com a participação de alguns dos acusados, o coronel respondeu que era uma comemoração em virtude do Dia dos Bombeiros e que, normalmente, ao término da semana, os oficiais costumavam se encontrar para um momento de lazer. No entanto, ele afirmou que não possui relações próximas com nenhum dos acusados por ter passado anos atuando no Palácio Guanabara. O deputado André Lazaroni (MDB) também participou da reunião.

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