CPI DOS TRANSPORTES VISITA CENTRO DE CONTROLE DO DETRO
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Por Rafael WallaceCPI dos Transportes da Alerj visita a sede do Detro-RJ
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Por Rafael WallaceO presidente da CPI dos transportes, deputado Eliomar Coelho (PSol), à direita e o deputado Nivaldo Mulin (PR), ao centro.
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Por Rafael WallaceA CPI dos transportes em visita ao Detro-RJ
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Por Rafael WallaceA CPI dos transportes em visita ao Detro-RJ
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Por Rafael WallaceA CPI dos transportes em visita ao Detro-RJ
Deputados que compõem a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que investiga irregularidades da gestão pública dos transportes encontraram divergências entre o que foi apresentando pelo Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro) e as reclamações feitas pelos usuários.
O presidente da CPI, deputado Eliomar Coelho (PSol) visitou, ao lado do deputado Nivaldo Mulim (PR), na manhã desta quinta-feira (28/06), o Centro de Controle do Detro. "Nos deparamos com tecnologia avançada e inteligente, um certo grau de sofisticação que permite visualizar ponto a ponto como funciona o sistema de transporte no estado. Porém, quando a gente conversa com o usuário, a insatisfação é muito grande, uma discrepância enorme perto do que vimos aqui. Queremos verificar porque isso acontece", disse Eliomar.
Segundo o parlamentar, as principais reclamações dos usuários são a irregularidade nos horários dos ônibus, desrespeito em relação às paradas obrigatórias e superlotação. O deputado salientou ainda a necessidade da instalação de catracas eletrônicas para que seja identificado o valor pago em dinheiro pelos passageiros. "O uso da tecnologia permite você saber quantos passageiros foram transportados por dia numa determinada linha, mas só daqueles que são identificados pelo validador, aquilo que é pago em dinheiro não é computado de forma alguma. Sabemos que é um volume grande e tem que ser claro", defendeu Eliomar.
Detro
O presidente do Detro, Marcus Camargo Quintella, explicou que já existe um projeto para refinar a fiscalização eletrônica colocando catracas que teriam o controle do que é pago no cartão e do que é pago em dinheiro, mas esclareceu que a função de fiscalizar a parte financeira cabe à Secretaria de Estado de Transportes (Setrans). Quanto às reclamações feitas pelos passageiros, Marcus disse que não obedecer as paradas obrigatórias e não cumprir a regularidade nos horários são os motivos que mais geram multas.
"A gente identifica pelo monitoramento porque o ônibus não está cumprindo. Se for por causa do trânsito ele não será multado. Em horário de rush tem que ter um intervalo de dez minutos, fora isso, um ônibus a cada 20 minutos. A multa é aplicada online e a empresa pode se justificar. Se ele não justificou e nós não comprovarmos a legalidade é emitida a multa", explicou. Na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o sistema intermunicipal de transporte por ônibus é responsável por mais de 80% da movimentação de passageiros.
Marcus disse ainda que o monitoramento dos ônibus é mais refinado do que o das vans. "Temos até imagens de dentro do ônibus para ver se estão com excesso de passageiros, além da fiscalização nas ruas. Nas vans, esse controle é mais difícil. São 550 vans legalizadas e o dobro de vans irregulares que fazem o transporte intermunicipal", disse.
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