PISTA DE ATLETISMO DO ESTÁDIO CÉLIO DE BARROS PODERÁ SER RECONSTRUÍDA NO PRÓXIMO ANO
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Por Rafael WallaceCOMISSÃO DE ORÇAMENTO
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Por Rafael WallaceO subsecretário de Planejamento e Gestão da Secretaria Estadual de Esporte, Lazer e Juventude, Francisco Bandeira
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Por Rafael WallaceO deputado Rodrigo Amorim (PSL)
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Por Rafael WallaceO deputado Thiago Pampolha (pdt)
A pista de atletismo do Estádio Célio de Barros, no Complexo do Maracanã, poderá ser reconstruída no próximo ano. No entanto, a iniciativa da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude do Estado do Rio (SEELJE) precisa da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para ser executada. Segundo o subsecretário de Planejamento e Gestão da Secretaria, Francisco Bandeira, a pasta depende de emendas para complementar o orçamento previsto pela Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2020, estimado em R$ 28 milhões. A informação foi divulgada durante audiência pública da Comissão de Orçamento da Alerj, nesta terça-feira (05/11).
“O projeto de reforma da pista está em fase inicial, ainda em análise topográfica pela Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (EMOP). A ideia é fazer a pista atendendo aos padrões internacionais e, por isso, contamos com a ajuda da Alerj para conseguir o valor necessário para a obra. Estamos prevendo começar a licitação em abril ou maio do ano que vem. A intenção é usar a pista não apenas para competições, mas também para a realização de ações sociais, principalmente com moradores das regiões da Mangueira e da Tijuca, zona Norte do Rio”, justificou Bandeira.
Segundo o subsecretário, a revitalização da pista, desativada desde 2013, vai custar R$ 7 milhões ao Governo do Estado. O espaço foi reaberto em maio deste ano, mas não está funcionando plenamente. A intenção é que a pista desativada volte a receber esportes de alto rendimento e também escolinhas de projetos sociais da Secretaria. Bandeira também afirmou que a redução do orçamento da pasta em R$ 4 milhões, em 2020, compromete projetos como esse.
A Secretaria também está fazendo parcerias com o Governo Federal para obter emendas parlamentares que possam complementar os recursos da pasta. Mas Bandeira ressaltou que será importante conseguir preferencialmente emendas do Parlamento Fluminense para manter projetos sociais e atividades de fiscalização.
“Conseguimos entender nessa reunião as demandas que fazem o esporte ser um elemento de inclusão social necessário para o estado. O Rio detêm um enorme legado olímpico que exige investimento e o Estádio Célio de Barros é um desses equipamentos. Vamos nos articular para tentar atender a essa demanda”, garantiu o presidente da comissão, deputado Rodrigo Amorim (PSL).
O parlamentar contou com o apoio dos deputados Thiago Pampolha (PDT) e Eliomar Coelho (PSol) que também estiveram na reunião.
Investimento para o turismo
A falta de recursos também afeta o desempenho das atividades da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), segundo a subsecretária da pasta, Adriana de Carvalho. Em 2019, a instituição investiu R$ 1,5 milhão em estandes em feiras internacionais, o que, segundo ela, foi insuficiente para o desempenho do Rio. “O nosso estado é rico em turismo, mas não conseguimos apresentar isso nas feiras. Ficamos em um estande pequeno e com pouca divulgação. Se quisermos voltar a ser referência em turismo no país vamos precisar investir, pelo menos, o dobro do valor gasto este ano”, disse Adriana.
No entanto, Amorim também lembrou que o Rio estava impedido pelo Conselho de Supervisão do Regime de Recuperação Fiscal de gastar recursos com publicidade. Em setembro, a medida foi revogada e o estado passou a voltar a investir em propagandas. “Estamos chegando em um momento de alta temporada e entendemos que a secretaria terá que correr atrás do tempo perdido para que a gente não perca turistas. A Setur também precisa analisar o que pode ser remanejado dentro do orçamento da pasta ou entre outras secretarias”, alertou Amorim. Também presente ao debate, o deputado Luiz Paulo (PSDB) concordou com a colocação do parlamentar.
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