ORDEM DO DIA - TERÇA-FEIRA (06/06/23) - 15H
Em discussão única:
ALERJ VOTA POLÍTICA VINI JR DE COMBATE AO RACISMO NOS ESTÁDIOS
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vota em discussão única, nesta terça-feira (06/06), o Projeto de Lei 1.112/23, do deputado Prof. Josemar (PSol), que cria a Política Estadual Vini Jr de Combate ao Racismo nos Estádios e Arenas Esportivas. Com a medida, as partidas poderão ser interrompidas e até mesmo encerradas quando houver qualquer denúncia ou manifestação racista. Caso receba emendas, o texto sairá de pauta.
De acordo com a proposta, o jogo ficará interrompido pelo tempo que o organizador do evento ou o delegado da partida julgar necessário e enquanto não cessarem as atitudes reconhecidamente racistas. Em caso de atos racistas praticados por grupos ou de forma reincidente, será facultativo o encerramento do jogo - possibilidade que deverá ser informada ao árbitro pela organização do evento ou o delegado da partida.
As medidas fazem parte do “Protocolo de Combate ao Racismo”, em que qualquer cidadão poderá informar condutas racistas a qualquer autoridade presente no estádio: bombeiros, policiais ou seguranças. A partir daí, a denúncia deverá ser encaminhada à organização do evento e às autoridades, incluindo a Comissão de Combate às Discriminações da Alerj e a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).
“Esse protocolo visa a possibilidade das autoridades esportivas de eventos realizados no estado do Rio de Janeiro terem a obrigatoriedade de seguir um rito que propiciará a não anuência do poder público com práticas racistas”, comentou o autor do projeto, deputado Prof. Josemar (PSol).
A política também prevê a divulgação de campanhas educativas nos intervalos das partidas, preferencialmente em telões e alto-falantes, e de políticas públicas para atendimento das vítimas de racismo.
Entenda o caso do Vini Jr
Durante o jogo entre Real Madrid e Valencia, no Estádio Mestalla, em maio, a torcida valenciana gritou insultos como “macaco” direcionados ao Vini Jr, jogador do Real Madrid. A partida foi interrompida e até o locutor do estádio teve que pedir para que torcedores parassem de insultar o atacante para que a partida pudesse ser reiniciada.
Já nos minutos finais do jogo, o goleiro do Valência, Mamardashvili, partiu para cima de Vini Jr, iniciando uma confusão generalizada. Vinícius sofreu uma espécie de 'mata-leão' do jogador Hugo Duro, foi empurrado e, ao reagir, acabou sendo expulso após análise do VAR. Nada aconteceu com os jogadores do Valência.
Entre outros casos de racismo envolvendo o atleta brasileiro na Espanha, um de maior destaque ocorreu em janeiro deste ano, quando torcedores do Atlético de Madrid penduraram em uma ponte da capital espanhola um boneco com a camisa do Vinícius Júnior e uma faixa escrita “Madri odeia o Real”.
ALERJ VOTA MEDALHA TIRADENTES PARA O JOGADOR VINI JR
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vota em discussão única, nesta terça-feira (06/06), o Projeto de Resolução 148/23, que concede a Medalha Tiradentes, maior honraria do Parlamento Fluminense, para o jogador de futebol Vini Jr. Caso receba emendas, o projeto sairá de pauta.
O texto foi proposto originalmente pela deputada Verônica Lima (PT) após os sucessivos atos de racismo sofridos pelo jogador na Espanha, onde joga pelo Real Madrid, e recebeu a coautoria de diversos parlamentares.
“Para o povo brasileiro, o futebol significa a possibilidade de ascensão social e econômica de muitos jovens e adolescentes que se inspiram nos atletas de alta performance, como o Vini Jr. Então, quando atacam esses atletas também estão atacando milhares de meninos e meninas que têm no futebol e na figura desses atletas uma referência positiva. Ainda estão atacando a cultura brasileira, o jeito brasileiro e uma das maneiras de gerar riqueza em nosso país, pois o futebol movimenta muito nossa economia”, lamentou a deputada em plenário.
Na justificativa do projeto, a autora ressalta não só a atuação de Vinicius Jr como jogador de futebol, mas também as ações sociais promovidas pelo Instituto Vini Jr, criado em 2021.
“Desde quando o jogador assinou o primeiro contrato profissional, a família começou a ajudar algumas pessoas e instituições em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, onde o Vini nasceu e foi criado. Mas o objetivo sempre foi construir um trabalho sólido, consistente, de longo prazo, algo que seja realmente transformador”, assinou a parlamentar.
O texto recebeu coautoria dos seguintes deputados: Elika Takimoto (PT), Felipinho Ravis (SDD), Tia Ju (REP), Brazão (União), Marina do MST (PT), Franciane Motta (União), Renato Machado (PT), Yuri (PSol), Zeidan (PT), Giovani Ratinho (SDD), Jair Bittencourt (PL), Sérgio Fernandes (PDT), Márcio Canella (União), Samuel Malafaia (PL), Munir Neto (PSD), Anderson Moraes (PL) e Guilherme Delaroli (PL).
Entenda o caso do Vini Jr
Durante o jogo entre Real Madrid e Valencia, no Estádio Mestalla, em maio, a torcida valenciana gritou insultos como “macaco” direcionados ao Vini Jr, jogador do Real Madrid. A partida foi interrompida e até o locutor do estádio teve que pedir para que torcedores parassem de insultar o atacante para que a partida pudesse ser reiniciada.
Já nos minutos finais do jogo, o goleiro do Valência, Mamardashvili, partiu para cima de Vini Jr, iniciando uma confusão generalizada. Vinícius sofreu uma espécie de 'mata-leão' do jogador Hugo Duro, foi empurrado e, ao reagir, acabou sendo expulso após análise do VAR. Nada aconteceu com os jogadores do Valência.
Entre outros casos de racismo envolvendo o atleta brasileiro na Espanha, um de maior destaque ocorreu em janeiro deste ano, quando torcedores do Atlético de Madrid penduraram em uma ponte da capital espanhola um boneco com a camisa do Vinícius Júnior e uma faixa escrita “Madri odeia o Real”.
Em segunda discussão:
DIA CONTRA O RACISMO NO FUTEBOL PODE SER CRIADO NO RIO
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vota, em segunda discussão, nesta terça-feira (06/06), o Projeto de Lei 64/23, que institui o 07 de abril como Dia da Resposta Histórica Contra o Racismo no Futebol. A medida é de autoria original dos deputados Verônica Lima (PT) e Felipinho Ravis (SDD).
O projeto foi inserido na pauta de votações após a manifestação de diversos deputados, no último mês, contra os atos racistas sofridos pelo jogador Vinicius Jr durante partida na Espanha. Durante o jogo entre o Real Madrid e Valência, ocorrido no final de maio, no Estádio Mestalla, a torcida valenciana gritou insultos como “macaco” direcionados ao jogador do Real Madrid. A partida foi interrompida e até o locutor do estádio teve que pedir para que torcedores parassem de insultar o atacante para que a partida pudesse ser reiniciada.
Já nos minutos finais da partida, o goleiro do Valência, Mamardashvili, partiu para cima de Vini Jr, iniciando uma confusão generalizada. Vinícius sofreu uma espécie de 'mata-leão' do jogador Hugo Duro, foi empurrado e, ao reagir, acabou sendo expulso após análise do VAR. Nada aconteceu com os jogadores do Valência. Entre outros casos de racismo envolvendo o atleta brasileiro na Espanha, um de maior destaque ocorreu em janeiro deste ano, quando torcedores do Atlético de Madrid penduraram em uma ponte da capital espanhola um boneco com a camisa do Vinícius Júnior e uma faixa escrita “Madri odeia o Real”.
Resposta histórica do Vasco
Os autores escolheram o dia 07 de abril em alusão à manifestação do Vasco, em 7 de abril de 1924, quando o clube teve sua inscrição recusada pela Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA).
A entidade só permitiria a filiação do clube caso todos os 12 jogadores, negros e operários, fossem dispensados sob a acusação de que teriam "profissão duvidosa" e que não apresentavam “condições sociais apropriadas para o convívio esportivo”.
O Club de Regatas Vasco da Gama recusou a proposta de excluir seus jogadores e no dia 7 de abril de 1924, o então presidente do clube enviou uma carta resposta ao presidente da entidade, que ficou conhecida como “Resposta Histórica”, e como um marco da luta contra a discriminação racial no futebol brasileiro.
Em primeira discussão:
DENGUE: DEPÓSITOS DO DETRAN DEVERÃO TER COBERTURA PARA IMPEDIR ACÚMULO DE ÁGUA PARADA
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vota em primeira discussão, nesta terça-feira (06/06), o Projeto de Lei 158/19, do deputado Rosenverg Reis (MDB), que prevê que os depósitos do Detran-RJ deverão ter cobertura sobre os objetos que possam acumular água. A medida foi proposta para evitar a proliferação de casos de Dengue, Zika e Chikungunya. Caso receba emendas, o projeto sairá de pauta.
Os depósitos também deverão providenciar rigorosa fiscalização em suas áreas, adotando medidas de prevenção, combate e controle da transmissão dessas doenças. De acordo com o autor, o acúmulo de água no depósito de Senador Vasconcelos foi o motivador do projeto.
“O local tem grande acúmulo de água, pois tem carros com porta aberta, vidros quebrados, o que torna o ambiente uma ameaça para todos na região. Os moradores estão sofrendo com a contaminação dessas doenças”, assinou Rosenverg Reis.
A medida complementa a Lei 5.979/11, que regulamenta a apreensão e o encaminhamento dos veículos irregulares para depósitos, com a divulgação do local de armazenagem divulgado na internet.
RIO PODE TER FOTOTECA ESTADUAL
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vota, em primeira discussão, nesta terça-feira (06/06), o Projeto de Lei 256/23, da deputada Dani Balbi (PCdoB), que autoriza a criação da Fototeca Estadual do Estado do Rio. Caso receba emendas, o projeto será retirado de pauta.
A fototeca terá o objetivo de preservar as obras de fotógrafas e fotógrafos, construindo um arquivo da fotografia brasileira para consulta pública, além de preservar a memória visual do estado do Rio, organizar exposições de fotógrafos emergentes e promover debates, cursos de capacitação e formação para jovens e adultos.
"Muitos fotógrafos e fotógrafas ficaram sem emprego, desassistidos e vieram a falecer na pandemia. É assustador pensar que obras de fotógrafos e fotógrafas com importantes contribuições ao campo fotográfico vem se deteriorando anexadas incorretamente. Quem mais perde com isso é a memória periférica, pois são esses lugares que menos tem condições de preservar e divulgar esses arquivos. Essa é a razão pela qual fotógrafos e fotógrafas do Rio de Janeiro reivindicam há anos um espaço público de publicização de suas obras", explicou a autora na justificativa do projeto.
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