ALERJ LANÇA FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DO HIP-HOP
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro lançou, nesta sexta-feira (30/06), a Frente Parlamentar em Defesa do Hip-Hop, com o objetivo de ampliar o alcance da manifestação artística e cultural em solo fluminense, além de fortalecer a luta pelos direitos das juventudes negras e periféricas do Estado. A Frente será presidida pela deputada Dani Monteiro (Psol).
Ao todo, a Frente contará com sete membros efetivos: Andrezinho Ceciliano (PT), Dani Balbi (PCdoB), Verônica Lima (PT), Professor Josemar (PSOL), Elika Takimoto (PT) e Yuri (PSOL). Será deles a tarefa de intensificar o diálogo entre o movimento e o Legislativo.
A Frente nasce de uma articulação do movimento hip-hop para comemorar os seus 50 anos de história, luta e resistência.
“A política pública e o Estado precisa encontrar sua própria população, a cultura hip-hop está ligada à identidade das novas gerações, é um dos ritmos musicais mais ouvidos do mundo. É um movimento que se expressa e quer políticas de incentivo e financiamento”, comenta a presidente da Frente, Dani Monteiro.
A presidente da Comissão de Cultura da Alerj, Verônica Lima (PT), comenta que protocolou um Projeto de Lei que cria o Programa Estadual de Incentivo do Movimento Cultural Hip Hop Fluminense. “O hip hop tem que ser reconhecido e as manifestações culturais precisam de fomento e incentivo do Poder Público. É isso que a gente visa fazer com essa lei”, comentou.
Ed Wheeler, rapper e pioneira da cena carioca e nacional, afirma que a instalação da frente é um marco histórico junto com os 50 anos do hip hop.
“As rodas culturais resistem e são mantidas por amor e paixão para a cultura sobreviver nos municípios do Rio. Agora, é necessário que essa Casa Legislativa receba como uma carta de intenções que as ações da Frente se desdobrem em ações orçamentárias para o movimento hip-hop e projetos de lei que nos incentive”
A representante do Ministério da Cultura (Minc), Juliana Caetano, parabenizou a iniciativa da Alerj e a importância de defender as culturas do hip hop e da periferia: “O Minc está sendo reconstruído, precisamos conseguir produzir políticas culturais e garantir em leis o direito à cultura, investimento no hip-hop, revitalização dos espaços culturais. Poder viver de cultura é fundamental para a gente”.
Rapper de origem indígena, Kaê Guajajara relembrou que antes das favelas existirem, aqui era território indígena e que os povos resistem através de arte: “Estamos educando através do hip hop sobre nossas culturas e falando das nossas vivências, precisamos reconhecer as forças do povo que constroem”, comentou.
O deputado federal Pastor Henrique Vieira disse que, inspirado na deputada Dani Monteiro, está pautando uma frente nacional em Brasília, e que o hip-hop é uma revolução preta, popular, periférica que envolve cidadania, educação, emprego e renda, e que as casas legislativas devem buscar mecanismos e formas de incentivo por meio de editais e investimentos.
Participaram também do encontro a deputada Renata Souza (Psol), os deputados Professor Josemar (Psol) e Andrezinho Ceciliano (PT), e representantes da Secretaria Estadual de Cultura e do Ministério dos Direitos Humanos.
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