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11.02.2026 - 17:20 Por Buanna Rosa e Gustavo Natario

TEÓLOGO LEONARDO BOFF RECEBERÁ O PRÊMIO MARIELLE FRANCO NA ALERJ

  • Por Octacílio Barbosa

O padre, e autor de mais de 60 livros religiosos publicados, Leonardo Boff, será condecorado com o Prêmio Marielle Franco pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). É o que determina o Projeto de Resolução 568/23, de autoria da deputada Renata Sousa (PSol), que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta quarta-feira (11/02), em discussão única. O texto será promulgado pelo presidente em exercício, deputado Guilherme Delarolli (PL), e publicado no Diário Oficial do Legislativo nos próximos dias.

A comenda é concedida para personalidades que tenham desenvolvido ou estejam implementando ações de promoção, valorização ou defesa dos direitos humanos no Estado do Rio.

Nascido em Santa Catarina, em 1938, Leonardo Boff, é reconhecido internacionalmente pela sua atuação como defensor dos direitos humanos. Durante os anos acadêmicos, Boff realizou estudos em diferentes estados brasileiros, além de ter se formado em Filosofia, em Curitiba (PR), e em Teologia, em Petrópolis (RJ). Doutorou-se em Teologia e Filosofia pela Universidade de Munique, na Alemanha, em 1970, e ingressou na Ordem dos Frades Menores, franciscanos, em 1959.

Desde 1993, Leonardo Boff integra o corpo docente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde se tornou professor de Ética, Filosofia da Religião e Ecologia. “A Medalha Tiradentes reconhece sua contribuição permanente para a promoção dos direitos humanos, da justiça social e do pensamento crítico comprometido com a transformação da sociedade”, disse a deputada Renata Sousa.

Trajetória como Teólogo

Ao longo de 22 anos, foi professor de Teologia Sistemática e Ecumênica no Instituto Teológico Franciscano, em Petrópolis, além de atuar como docente e professor-visitante em importantes universidades do Brasil e do exterior, como Lisboa, Salamanca, Harvard, Basel e Heidelberg. Leonardo Boff esteve entre os principais pensadores que deram origem à Teologia da Libertação, corrente que articula a fé cristã com a luta contra a miséria, a exclusão social e a marginalização, sempre com forte compromisso com os direitos humanos.

Reconhecido internacionalmente, Boff é doutor honoris causa em Política pela Universidade de Turim, na Itália, e em Teologia pela Universidade de Lund, na Suécia, além de ter recebido diversos prêmios nacionais e internacionais por sua atuação em favor dos mais vulneráveis. Autor de mais de 60 livros, suas obras abordam temas como teologia, espiritualidade, filosofia, ecologia e mística, com traduções para diversos idiomas.

Em razão de suas posições críticas e de suas teses ligadas à Teologia da Libertação, foi submetido a processos no Vaticano nos anos 1980. Em 1992, deixou o sacerdócio, passando a atuar como leigo, mantendo-se como intelectual, conferencista e assessor de movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e as Comunidades Eclesiais de Base.

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