PUBLICAÇÕES

NOTÍCIAS
VOLTAR

FacebookTwitterWhatsappEmail

04.06.2026 - 16:00 Por Clariana Dantas

DIA NACIONAL DO TESTE DO PEZINHO: CONHEÇA AS LEIS DA ALERJ QUE FORTALECEM A PROTEÇÃO AOS RECÉM-NASCIDOS NO ESTADO

1/1
  • Por Banco de imagem
  • Por Banco de imagem

Triagem neonatal ajuda a detectar doenças antes do surgimento dos sintomas e pode salvar vidas.

O Teste do Pezinho é um dos exames mais importantes realizados nos primeiros dias de vida de um bebê. Simples e rápido, ele permite identificar precocemente doenças raras e congênitas que, quando diagnosticadas a tempo, podem ser tratadas antes do surgimento de complicações graves. Para reforçar a importância da triagem neonatal, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) instituiu o Dia Estadual do Teste do Pezinho, celebrado em 6 de junho, e a campanha de conscientização “Junho Lilás”, realizada durante todo o mês. A iniciativa busca ampliar a informação sobre o exame e incentivar sua realização dentro do período recomendado.

Alerj pioneira na defesa da triagem neonatal

A atenção da Alerj ao tema não é recente. Uma das primeiras iniciativas legislativas sobre o assunto foi a Lei 854/1985, que tornou obrigatória a realização do Teste do Pezinho em recém-nascidos nas maternidades e hospitais do estado. A norma foi atualizada ao longo dos anos para acompanhar os avanços da medicina e da triagem neonatal.

Logo depois, a Lei 3.717/2001 instituiu uma campanha permanente de conscientização voltada para gestantes e familiares. O objetivo foi ampliar o acesso à informação e reforçar a importância do diagnóstico precoce de doenças congênitas. O parlamento reconheceu que muitas famílias desconheciam a necessidade de realizar o exame dentro do prazo recomendado e que a informação também é uma ferramenta fundamental para salvar vidas.

Informação para as famílias

O tema continuou avançando no Parlamento Fluminense. O Projeto de Lei 2.989/2020, aprovado pela Alerj, determinou que hospitais e maternidades forneçam aos pais informações sobre as doenças detectadas pelo teste, as enfermidades que não são identificadas pelo exame oferecido na unidade e as possibilidades de exames complementares para doenças raras.

A proposta surgiu da preocupação com casos que exigem diagnósticos mais específicos e da necessidade de garantir que as famílias tenham acesso a orientações completas sobre a saúde dos recém-nascidos.

Rio é referência nacional

O Estado do Rio de Janeiro se tornou referência nacional na triagem neonatal. Em 2023, foi o primeiro estado do país a ampliar a rede pública do Teste do Pezinho para o rastreamento de 54 doenças raras, número muito superior às sete doenças identificadas anteriormente. A iniciativa foi reforçada em 2026 com novos investimentos e ações de capacitação dos municípios.

Os resultados refletem esse avanço. De acordo com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, entre 2023 e 2024, cerca de 250 mil testes do pezinho foram realizados na rede estadual. Somente em 2024, mais de 113 mil exames foram processados. Atualmente, o estado conta com mais de mil unidades de coleta distribuídas pelos 92 municípios e realiza, em média, cerca de 11 mil testes por mês.

Segurança para as famílias

Mãe da pequena Alice, nascida em 9 de maio deste ano, a educadora física Andressa Costa destaca a importância do exame para os pais: “Eu já tinha ouvido falar sobre o Teste do Pezinho durante a gestação, mas foi após o nascimento da minha filha que entendi melhor a importância dele”, contou.

Andressa realizou o exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e afirmou ter recebido orientações sobre a coleta e a importância da detecção precoce de doenças.

“Como mãe, saber que existe um exame capaz de identificar doenças ainda nos primeiros dias de vida me traz mais segurança. Acredito que o diagnóstico precoce faz toda a diferença, pois permite iniciar o tratamento rapidamente, aumentando as chances de um desenvolvimento saudável e com mais qualidade de vida para o bebê. Por isso, considero o Teste do Pezinho um exame essencial para todos os recém-nascidos”, afirmou.

Diagnóstico precoce salva vidas

A pediatra Sulamitha Cavalcante destacou que o teste é uma das principais ferramentas da medicina preventiva na infância. A médica também ressaltou a importância das campanhas de conscientização para ampliar a adesão ao exame. “As campanhas já são bem difundidas, mas ainda enfrentamos situações de desinformação. Alguns pais acabam ignorando o conhecimento científico, enquanto outros sequer tiveram acesso adequado às orientações durante o pré-natal”, explicou.

Para a pediatra, é fundamental que as ações de conscientização utilizem uma linguagem simples e acessível para alcançar todos os públicos. “Precisamos combater mitos e levar informação de qualidade às famílias. Além da divulgação, há estratégias de busca ativa, em que profissionais de saúde entram em contato com os responsáveis e acompanham os casos para garantir que nenhuma criança deixe de realizar o exame no período adequado”, concluiu.

FacebookTwitterWhatsappEmail