ALERJ DEBATE FORTALECIMENTO DOS ESPORTES MARÍTIMOS E AMPLIAÇÃO DO ACESSO ÀS MODALIDADES
Audiência pública discutiu o papel e desafios dessas modalidades esportivas para ampliar políticas públicas voltadas ao setor.
A Comissão de Esporte e Lazer e a Frente Parlamentar pela Humanização e Atenção dos Atendimentos nos Serviços Públicos em Geral, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), realizaram, nesta quinta-feira (18/06), audiência pública para debater o incentivo aos esportes praticados no mar e o impacto dessas atividades na integração social, na saúde e na inclusão. O encontro reuniu atletas, representantes de entidades esportivas e especialistas para discutir caminhos de fortalecimento das modalidades. O colegiado informou ainda que será criado um Grupo de Trabalho (GT) com o objetivo de aprofundar as discussões sobre o tema.
Políticas públicas e valorização dos esportes marítimos
O coordenador da frente parlamentar, deputado Danniel Librelon (REP), ressaltou a importância do debate para fortalecer políticas públicas voltadas aos esportes marítimos e ampliar o acesso da população a essas atividades. “O mar tem um significado muito especial para o povo do Rio de Janeiro. Ele faz parte da nossa identidade, da nossa cultura, da nossa economia e também da nossa forma de viver”, afirmou.
A vice-presidente da Confederação Brasileira de Bodyboarding, Nicole Calheiros, destacou que o esporte é uma das modalidades que mais conquistou títulos mundiais para o Brasil, mas ainda enfrenta dificuldades para obter incentivo, por não integrar o programa olímpico. “Eu vejo atletas excelentes desistindo das suas modalidades, federações desistindo e associações fechando pela falta de incentivo. Uma reunião como essa é tão importante para o esporte porque aqui podemos constituir um legado para as futuras gerações”, ressaltou.
Esporte como ferramenta social e de inclusão
O presidente da Federação de Canoagem Havaiana (Va’a) do Estado do Rio de Janeiro, Angelo Mendes, comentou sobre a importância das parcerias para fortalecer os esportes marítimos e a formação de novos atletas. “A gente precisa, através das audiências e das parcerias, trazer tanto o poder público quanto a iniciativa privada para olhar por nós. O que buscamos é que nossas modalidades sejam agentes transformadores para as pessoas”, afirmou.
A inclusão no esporte também foi tema de debate durante a audiência. Para a vice-presidente da Associação Canoas do Rio de Janeiro, Alessandra Lincom, as modalidades marítimas têm um papel importante na participação de pessoas com deficiência. Ela destacou, porém, que ainda são necessárias mais políticas públicas e investimentos para superar barreiras de acesso. “Enfrentamos muitos desafios para que esses atletas consigam chegar até o esporte. Mas, quando conseguimos oferecer estrutura, vemos o quanto essa prática transforma vidas, promove saúde, inclusão e cidadania”, salientou.
Potencial do Rio para os esportes no mar
Outro ponto levantado no debate foi o potencial do estado para o desenvolvimento dos esportes marítimos.
Carlos Eduardo Furtado, fundador e representante da Associação Niteroiense de Va’a/ANVAA, destacou as condições únicas da Baía de Guanabara, com fácil acesso e áreas disponíveis para a prática esportiva. “A gente tem uma baía urbana que poucas regiões no mundo têm. Precisamos reconhecer esse ativo gigantesco, organizar isso e transformar esse potencial em benefício da sociedade”, comentou.
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