ALÔ ALERJ COMPLETA 25 ANOS CONECTANDO O CIDADÃO E O PARLAMENTO FLUMINENSE
Criado em 2001, o Alô Alerj acompanhou transformações tecnológicas e, desde então, conecta o cidadão com o legislativo; somente nos últimos oito anos, quando um sistema implantado modernizou o serviço, foram 300 mil atendimentos registrados na plataforma.
Em 2001, quando o celular ainda não tinha conquistado sua popularidade e as redes sociais ainda não integravam a rotina, o Alô Alerj já atuava como ponte entre a população fluminense e a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) por cartas e telefone fixo. Ao longo desses 25 anos, a forma de buscar informações mudou e acompanhou as transformações tecnológicas, mas a necessidade de diálogo com o poder público permanece. Nos últimos oito anos, um novo sistema foi implantado para modernizar o processo e, desde então, foram registrados 300 mil atendimentos, número que não inclui os primeiros 14 anos de história do Alô Alerj.
Mais do que um canal de atendimento, o Alô Alerj é uma porta de entrada para as demandas do cidadão. É por meio de ligações, site e e-mail que a população busca informações, esclarece dúvidas e faz sugestões ao Parlamento fluminense. Para o coordenador Sinézio Luiz, o serviço é como um SAC da população, que ele considera o cliente da administração pública. “É como se fôssemos um garçom. Quando você vai ao restaurante e escolhe uma opção do menu, ele passa o pedido para a cozinha, responsável por preparar o prato. Estamos aqui nessa função”, explica.
No primeiro semestre de 2026, o Alô Alerj registrou mais de 2 mil atendimentos, tendo o WhatsApp como o principal canal de contato. Entre os assuntos mais procurados estão temas como defesa do consumidor; proteção de animais; direitos de crianças, adolescentes e idosos; saúde; prefeituras, além de dúvidas sobre leis, projetos e acesso à informação. Sinézio comenta que essa funcionalidade tecnológica traz mais celeridade aos processos.
“Ao longo do tempo, essa nova dinâmica contribuiu e facilitou o nosso atendimento. Hoje, temos ferramentas que agregam o serviço. Em 2025, dos 4.983 atendimentos contabilizados, 2.223 foram via WhatsApp. Além disso, nós suportamos as comissões permanentes da Casa, que é uma das frentes atuantes do poder público”, lembra.
As demandas que chegam ao Alô Alerj também acompanham eventos específicos que afetam a população. Durante o período da pandemia da Covid-19, por exemplo, o serviço recebeu um volume expressivo de atendimentos impulsionados por dúvidas.
Apesar de não ser responsável pela solução direta das demandas, o serviço é um canal de assistência primária. Supervisora de atendimento do Alô Alerj, Natalia Alves, explica que o serviço faz a ponte entre o cidadão e os setores responsáveis. “Quando recebemos uma demanda referente a defesa do consumidor, nós tratamos e encaminhamos para a comissão responder. Isso, inclusive, pode até virar uma ação civil pública”, revela.
Vínculos feitos de vozes
A operação do Alô Alerj é comandada por uma equipe formada por colaboradores da Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef), que mantém convênio com o Parlamento fluminense. No dia a dia de atendimento, algumas vozes já são conhecidas tanto para quem liga quanto para quem atende. Maria Lina atua no call center do Alô Alerj há seis anos e relata a construção desse elo.
“Tem casos que são bem corriqueiros. Um cidadão específico que sempre liga e já conhece a gente pela voz. Além de explicar sua demanda, ele também quer expressar sua opinião. Nosso trabalho é interessante porque criamos vínculos com o cidadão e atuamos também para nos colocarmos no lugar dele e auxiliar da melhor forma sua demanda”, conta a colaboradora de 49 anos.
Já para Alexandre Pereira, que atua no setor há sete anos, a função de fazer essa ponte é valorizada por quem está diariamente no atendimento e encontra satisfação em auxiliar o cidadão. “Para nós é sempre importante amparar o cidadão com informações e orientar de acordo com as necessidades dele”, expressa.
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