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23.08.2026 - 10:00 Por Buanna Rosa

CIRURGIAS PLÁSTICAS REPARADORAS DEVOLVEM AUTOESTIMA A PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA E GANHAM REFORÇO COM LEI DA ALERJ

  • Por Divulgação/Sociedade Brasileira de Mastologia

Enquanto a cirurgia plástica costuma ser associada a procedimentos estéticos, milhares de brasileiros recorrem a intervenções reparadoras para recuperar funções do corpo e reconstruir a autoestima após doenças ou acidentes. Nos últimos cinco anos, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou mais de 716 mil cirurgias plásticas reparadoras em todo o país, segundo dados do Ministério da Saúde. Desse total, mais de 69 mil procedimentos foram realizados no Estado do Rio de Janeiro.

Entre as principais beneficiadas estão mulheres submetidas à mastectomia em decorrência do tratamento do câncer de mama. Além da reconstrução física, esses procedimentos representam um importante passo para a recuperação emocional e podem contribuir para a melhora da qualidade de vida das pacientes.

Com o objetivo de ampliar esse cuidado, desde maio deste ano o Estado do Rio de Janeiro passou a fornecer gratuitamente próteses mamárias externas para mulheres mastectomizadas. A medida foi instituída pela Lei 11.185/26, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que alterou a Lei 4.102/03.

A legislação já garantia a realização de cirurgia plástica reconstrutiva da mama, além da reconstrução e da micropigmentação de aréolas e mamilos para mulheres que sofreram mutilação total ou parcial da mama em decorrência do tratamento contra o câncer. Com a alteração, também passou a ser assegurada a oferta gratuita de próteses mamárias externas, utilizadas sobre o tórax para reproduzir a aparência e o volume da mama natural.

De acordo com a norma, a necessidade da prótese deverá ser comprovada por meio de laudo médico, que deverá especificar as condições clínicas e as particularidades de cada paciente.

A carioca Maria Pugliese, de 65 anos, foi diagnosticada com câncer de mama há quatro anos e conta que só voltou a se sentir melhor com o próprio corpo após colocar uma prótese mamária. “Saber que existe uma lei no estado que garante esse procedimento é muito bom. A perda da mama mexe muito com a nossa autoestima”, relata.

Amamentação também contribui para reduzir risco de câncer de mama

No Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização e ao incentivo ao aleitamento materno, outro benefício da amamentação merece destaque: além de ser fundamental para a saúde e o desenvolvimento do bebê, o aleitamento também está associado à redução do risco de câncer de mama para a mulher.

A médica radiologista mamária Rafaela Queiroz explica que esse efeito está relacionado, entre outros fatores, à menor exposição a determinados hormônios durante o período de lactação e às alterações que ocorrem no tecido mamário ao longo desse processo.

“Durante a amamentação, há uma redução da exposição da mulher a determinados hormônios relacionados ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer de mama. Além disso, após o fim da lactação, ocorre uma remodelação do tecido mamário, com a eliminação de diversas células. Esse processo pode contribuir para a remoção de células que eventualmente tenham sofrido danos no DNA”, explica Rafaela.

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