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13.10.2026 - 17:06 Por Buanna Rosa e Larissa Bispo

ALERJ APROVA PROGRAMA DE INCENTIVO À DOAÇÃO DE SANGUE ENTRE JOVENS DA REDE ESTADUAL DE ENSINO

  • Por Octacílio Barbosa

As escolas estaduais do Rio de Janeiro poderão contar com o Programa Jovem Doador para ampliar a quantidade de jovens doadores a partir dos 16 anos. É o que propõe o Projeto de Lei 4.066/21, de autoria do deputado Marcelo Dino (PL), que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em segunda discussão, nesta terça-feira (13/10). A proposta também é voltada ao incentivo da doação de sangue e ampliação do estoque do Instituto Estadual de Hematologia Arthur Siqueira Cavalcanti (Hemorio), em parceria com a Secretaria do Estado de Educação (Seeduc). O texto seguirá para o Governo do Estado, que terá o prazo de até 15 dias úteis para sancionar ou vetar a proposta.

Autor do projeto, o deputado Marcelo Dino relatou em plenário o momento em que seu filho foi diagnosticado com uma doença rara e o hospital comunicou a necessidade de doadores. “Eles falaram que meu filho já tinha usado 20 bolsas de sangue. Eu sou doador desde os 18 anos, mas, quando meu filho precisou, outras pessoas doaram. Isso mostra para as pessoas que acham que nunca vão precisar. Esse projeto é essencial para que jovens comecem a doar sangue desde cedo”, conta o parlamentar.

O programa ocorrerá anualmente, na última semana de maio, e contará com palestras, seminários, cartazes educativos e conteúdos nas redes sociais para conscientizar e motivar os alunos a aderir à iniciativa. Seeduc e Hemorio ficarão responsáveis pelo planejamento e pela execução das ações nas unidades de ensino. Para doar, os estudantes precisarão apresentar autorização assinada pelos responsáveis, passar por triagem clínica e pesar no mínimo 50 kg. Adolescentes abaixo desse peso deverão passar por avaliação médica e a coleta só poderá ser feita se o volume de anticoagulante na bolsa for proporcional à quantidade de sangue retirada.

Os jovens também terão de informar eventual perda de peso inexplicada superior a 10% do peso corporal nos três meses anteriores à doação. O termo de autorização ficará disponível nos sites da Seeduc e do Hemorio, e as informações fornecidas durante o processo deverão ser mantidas em sigilo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 1,7% da população brasileira doa sangue, enquanto o índice recomendado pela entidade varia de 3% a 5%. Para ampliar o número de doadores e garantir o nível mínimo necessário ao atendimento da demanda nos hemocentros, o Ministério da Saúde reduziu de 18 para 16 anos a idade mínima para doação, com autorização dos responsáveis, e elevou de 67 para 69 anos a idade máxima.

 

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