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05.11.2026 - 10:18 Por Petra Sobral, da Agência Alerj

AGORA É LEI: ESCOLAS ESTADUAIS DO RIO TERÃO PROGRAMA DE INCENTIVO À DOAÇÃO DE SANGUE ENTRE JOVENS

  • Por Thiago Lontra

As escolas estaduais do Rio de Janeiro passarão a contar com o Programa Jovem Doador, com o objetivo de incentivar a doação de sangue entre estudantes a partir dos 16 anos. É o que propõe a Lei 11.361/26, de autoria do deputado Marcelo Dino (PL), aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), sancionada pelo Poder Executivo e publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (05/11).

A proposta visa ampliar o estoque do Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio), por meio de uma parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc). O programa ocorrerá anualmente, na última semana de maio, e contará com palestras, seminários, cartazes educativos e conteúdos nas redes sociais para conscientizar e motivar os alunos a aderir à iniciativa. A Seeduc e o Hemorio ficarão responsáveis pelo planejamento e execução das ações nas unidades de ensino.

Autor do projeto, o deputado Marcelo Dino relatou em plenário o momento em que o filho foi diagnosticado com uma doença rara e o hospital informou a necessidade de doadores. “Disseram que meu filho já tinha usado 20 bolsas de sangue. Sou doador desde os 18 anos, mas, quando ele precisou, foram outras pessoas que doaram. Isso serve de alerta para quem acha que nunca vai precisar. Este projeto é essencial para que os jovens comecem a doar sangue cedo”, afirmou o parlamentar.

Como doar

Para doar, os estudantes precisarão apresentar autorização assinada pelos responsáveis, passar por triagem clínica e pesar no mínimo 50 kg. Adolescentes abaixo desse peso deverão passar por avaliação médica e a coleta só poderá ser feita se o volume de anticoagulante na bolsa for proporcional à quantidade de sangue retirada.

Os jovens também terão de informar eventual perda de peso inexplicada superior a 10% do peso corporal nos três meses anteriores à doação. O termo de autorização ficará disponível nos sites da Seeduc e do Hemorio, e as informações fornecidas durante o processo deverão ser mantidas em sigilo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 1,7% da população brasileira doa sangue, enquanto o índice recomendado pela entidade varia de 3% a 5%. Para ampliar o número de doadores e garantir o nível mínimo necessário ao atendimento da demanda nos hemocentros, o Ministério da Saúde reduziu de 18 para 16 anos a idade mínima para doação, com autorização dos responsáveis, e elevou de 67 para 69 anos a idade máxima.

Também assinaram o texto os parlamentares Tia Ju (REP), Franciane Motta (PODE), Wellington José (União), Lucinha (PSD), Carlos Minc (PSB) e Dionísio Lins (PP).

 

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