ESCOLAS PÚBLICAS PODERÃO TER POLÍTICA ESTADUAL DE INCENTIVO À ROBÓTICA EDUCATIVA E COMPETITIVA
O Estado do Rio poderá contar com Política Estadual de Incentivo à Robótica Educativa e Competitiva no âmbito das escolas públicas fluminenses. É o que determina o Projeto de Lei 6.438/25, de autoria da deputada Tia Ju (REP), que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em primeira discussão, nesta terça-feira (26/05). A proposta busca promover a educação científica, tecnológica e cidadã por meio da participação de estudantes em torneios nacionais e internacionais de robótica. A medida ainda precisa passar por uma segunda votação na Casa.
De acordo com o texto, a norma pretende democratizar o acesso à ciência e à tecnologia no ensino público e integrar a robótica às competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), promovendo a inclusão digital e social de estudantes em situação de vulnerabilidade.
Entre as ações previstas para implementação da política estão o apoio financeiro e logístico às equipes escolares, aquisição de kits e equipamentos, formação continuada de professores e técnicos, além da concessão de bolsas e auxílios para estudantes que participarem de competições. O projeto ainda prevê o custeio de transporte, alimentação e hospedagem em torneios nacionais e internacionais.
A proposta inclui ainda a realização de campeonatos estaduais de robótica, integrando as redes municipal e estadual de ensino. O texto cita competições reconhecidas mundialmente, como FIRST LEGO League (FLL), FIRST Tech Challenge (FTC), Torneio Brasil de Robótica (TBR), Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) e FIRA RoboWorld Cup.
As despesas para execução da medida poderão ser custeadas por dotações orçamentárias próprias, recursos do Fundo Estadual de Educação, convênios com instituições de ensino superior e centros de pesquisa, parcerias público-privadas e emendas parlamentares.
Na justificativa do projeto, a deputada destaca que a robótica educacional favorece a aprendizagem colaborativa, o pensamento científico e crítico, além de preparar os estudantes para os desafios da Indústria 4.0 e da sociedade digital. Segundo a parlamentar, a iniciativa também funciona como ferramenta de inclusão e ampliação das oportunidades de aprendizagem dentro das escolas públicas.
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