NO DIA DOS PAIS, ALERJ CONTA HISTÓRIAS DE AMOR QUE FORTALECEM OS LAÇOS FAMILIARES
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Por Arquivo pessoalO radialista Marcus Di Giacomo e as filhas, Amanda e Maria Eduarda.
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Por Arquivo pessoalO numerólogo e radialista Alexandre Oliveira e os filhos, Ian, Suelen, Mariana, Ana Júlia e Maria Helena.
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Por Arquivo pessoalO professor de Educação Física Gabriel Dutra, a esposa Scarleth, a filha Giovanna e o enteado Bernardo.
Pai. Uma palavra de apenas três letras, mas que carrega tanto significado. Amor, parceria, carinho, afeto, entrega, presença. Ser pai vai muito além de laços de sangue. É uma escolha. É o amor que também nasce no poder dos encontros. É “matar no peito” a responsabilidade de criar um ser humano por vezes sozinho, porque a vida, não raramente, é imprevisível.
Neste Dia dos Pais, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) resgata algumas dessas histórias de amor. Marcus, Alexandre e Gabriel têm histórias diferentes, mas com algo em comum: a missão de ser pai.
A paternidade na maturidade
O radialista Marcus Di Giacomo foi pai pela segunda vez aos 41 anos. Ele já tinha a Amanda, de um relacionamento anterior, quando a Maria Eduarda chegou. Marcus relata que a primeira paternidade já foi incrível e a chegada da segunda filha, em outro momento da vida, trouxe mais maturidade.
"A primeira experiência da paternidade foi algo sem explicação. Não imaginava que ser pai de uma menina era uma das melhores coisas que poderia me acontecer. E foi assim, após os 40 que consegui viver essa experiência novamente. Desta vez, com algumas diferenças. Minha maturidade deu condição para atender às necessidades com maior conforto, mesmo em tempos diferentes”, conta.
Após a separação, Marcus solicitou a guarda compartilhada da Maria Eduarda que, na época, tinha 3 anos. “Entendo que na prática o filho é do casal e não de apenas uma das partes. Por isso, não vi razão para não compartilhar a guarda e fazer o que me cabia na criação sem prejuízos para a criança. Adaptei minha vida para que nunca tivesse quaisquer outras responsabilidades nos dias em que ficava com ela. Fui fazer um curso de gastronomia para melhorar a qualidade das refeições. Então, levar e buscar na escola, preparar merenda, refeições, ter uniformes e roupas limpas, enfim, tudo o que era preciso, precisava ser sagrado, sem falhas. Se teve algo difícil, foi a parte emocional. A cobrança para saber se estava cumprindo meu papel e fazendo minha filha feliz”, afirma.
Para o radialista, ser pai é praticar o tempo todo. “Deve ter bulas para a relação de pais e filhos. Faça isso, não faça aquilo, cuidado com os espaços, e mais uma infinidade de recomendações. Eu tenho a minha. O amor é algo sem explicação e o respeito vem conjuntamente. Abrace seu filho para dar bom dia e, se tiver oportunidade, abrace na hora do boa noite. Não consigo desligar um telefone ou finalizar uma mensagem, mesmo que dez vezes por dia, sem dizer 'te amo filha'", afirma.
Caminho solo
Quando o radialista e numerólogo Alexandre Oliveira conheceu a ex-esposa, ela já tinha um filho de outro relacionamento, o Douglas, de apenas 8 meses. Juntos tiveram mais dois, Suelen e Ian. Após algum tempo, o casal se separou e os três ficaram com Alexandre. “Naquela época, com três crianças sozinho, as pessoas me olhavam com pena, me apontavam na rua. Também lutava contra a depressão e, com todas as dificuldades, nunca pensei em abrir mão deles”, lembra.
Após algum tempo, o numerólogo teve mais uma filha, a Mariana e, depois, casou-se novamente e foi pai de mais duas meninas, Ana Júlia e Maria Helena. Mas, há cinco anos, ficou viúvo. “Quando minha esposa faleceu, a Maria Helena era recém nascida. Me vi de novo sendo pai solo, agora em uma outra situação. Pedi à mãe da Mariana que deixasse ela morar comigo, para que pudesse fazer companhia à Ana Júlia, pois têm idades próximas”, conta
Ele complementa dizendo que precisou se reinventar, novamente. “Precisei, mais uma vez, dar a volta por cima. Mas hoje, com o apoio dos meus filhos mais velhos, realmente, posso dizer que sou um bom pai. Ouço isso dos meus filhos e não tem preço. Apesar da minha rotina puxada, dou total atenção às minhas meninas, principalmente a menor, que tem apenas 5 anos. Converso sobre tudo com as adolescentes, explico e preparo para o mundo”, relata
Alexandre fala que o maior desafio da paternidade solo é ouvir as críticas. “Muitas pessoas falam besteiras pelo fato de criar duas adolescentes sozinho. Acham que o viúvo não consegue criar as crianças, que vai ser derrotado. Eu já venci uma vez sozinho e estou vencendo novamente”, afirma.
Para ele, ser pai é, primeiro de tudo, ter consciência e responsabilidade. “Você tem que saber que a sua vida não será mais a mesma. Não colocar suas frustrações nos filhos e curar seus traumas. Você vai chegar cansado do trabalho e vai ter que dar atenção a eles, vai brincar, ouvir, perguntar como foi o dia. Isso é ser um pai de verdade”, diz.
Amor por escolha
O professor de Educação Física Gabriel Dutra conheceu Bernardo quando ele tinha 1 ano e 6 meses, após começar um namoro com a mãe do menino, Scarleth Souza. Gabriel já era pai de uma menina, de um relacionamento anterior. Desde que conheceu Bernardo, criaram um laço muito forte de parceria, amor e cuidado.
“Foi meio que um 'amor à primeira vista'. Lembro como se fosse agora, ele de gesso verde no braço, cabelinho loirinho enrolado, nem falava. Eu sempre tive medo de pegar criança que não fosse minha filha. Quando ele veio no colo da mãe, na minha direção, ela ofereceu e ele pulou. Acho que a partir dali ele me fisgou. Muito legal acompanhar toda a evolução dele como menino, criança, agora virando um rapaz. Bernardo sempre encantou a todos por onde passou e passa”, conta.
Os dois compartilham uma rotina animada, que inclui atividades esportivas. “Brincamos que sou a pessoa com quem ele mais passa o tempo. É capaz de ser verdade mesmo. Acabo sempre participando de todas as atividades dele, como foi com futsal e agora é o tênis de mesa, levo ele eventualmente na escola em aulas do contraturno, passo os fins de semana com ele quando a mãe trabalha. E ele adora participar das minhas atividades, como ver meus jogos em que sou técnico de basquete ou os que jogo como atleta de master”, narra.
Bernardo chegou ocupando espaços de modo especial na vida do Gabriel e da família dele. “Costumo dizer que se ele não é meu filho, ele é meu melhor amigo. Ele entrou na minha família e se tornou filho, neto, bisneto, irmão, e foi tudo muito natural. A maior alegria é ver o cara especial que ele se torna a cada dia. Não tem uma pessoa que não goste do Bernardo. Ser pai para mim é passar adiante tudo que minha família me passou e transmitir para os meus filhos”, conclui.
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